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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Voltou o direito de só responder o que quiser?


O que a população esperava de um governo que mudaria tudo de errado que havia na gestão pública brasileira? A tal inovação na forma de comunicação entre o Poder Central e a sociedade atingiu o objetivo como se esperava? Houve uma percepção que o velho “toma lá, dá cá” foi banido de vez nas negociações entre o Executivo e o Legislativo? São respostas que caíram no vazio! Mas os fanáticos pelo Mito continuam postando a assertividade de cada medida, declaração envolvendo assuntos sem importância ou denúncia sobre as gestões anteriores.
Mas o que, além da necessidade urgente da aprovação da Reforma da Previdência, os desempregados e desalentados já ouviram de positivo ou que sinalize uma retomada da economia aos níveis satisfatórios? Qual obra paralisada será reativada? O que será da combalida indústria, com o Acordo da União Europeia com o Mercosul, fartamente alertada pelos especialistas no assunto? Como vender produtos envenenados por agrotóxicos proibidos nos países desenvolvidos, mas liberados no Brasil? Vê-se que há muita fantasia e pouca realidade. Então...
Por que se curvar às vontades dos Estados Unidos, ressaltando o seu poder econômico e militar, assim como o avanço tecnológico, se no torrão natal só ouvimos falar em corte para a área de Educação? Essa admiração pelo Tio Sam pouco representa para eles. Aliás, isso tem significado zero em termos de benefício comercial ou de qualquer relação que envolva interesses do Brasil. Será que ninguém entendeu quando o presidente Trump disse “Primeiro a América”? O que uma subserviência, que beira o puxa-saquismo público, pode trazer de bom para nós?
A população brasileira vai percebendo que as relações internacionais, principalmente as que envolvem países de Primeiro Mundo, exigem uma diplomacia diferente do estilo valentão e grosseiro. Muitos acham que é isso que representa a soberania de um país, mas esquecem que o convidado que não se comportar direito no banquete dos ricos é facilmente descartado. Portanto, o papel do nosso representante exige um mínimo de polidez nas declarações. Nem tudo que parece autonomia nacional se traduz em bons negócios para quem se comporta assim.
Infelizmente, dizem alguns especialistas, o que muitos viram como um enorme avanço no Acordo entre o Mercosul e a União Europeia vai matar a nossa indústria. Quem se deu ao trabalho de ler as justificativas pode até não concordar com tudo, mas não pode dizer que isso é coisa dos que torcem contra o país. Afinal, em linhas gerais, eles vão comprar commodities com vantagem para vender produtos acabados, de alto valor agregado, para os países subdesenvolvidos. Então, para que servirão as indústrias instaladas no nosso território? Se isso é falso... Só o tempo dirá!
Diz-se que o mais interessante numa entrevista ou debate é a pergunta, ao invés da resposta. O que a população isenta de paixão político-partidária tem visto é que nenhuma resposta deste governo tem qualquer relação com a pergunta. Tipo assim: por que o Queiroz, o ex-assessor do filho do presidente Bolsonaro, nunca compareceu à Justiça? O que tem a ver a crítica à atuação imparcial do ex-juiz Sérgio Moro, com ser a favor da corrupção? Por que a revista Veja, muito aplaudida durante o impeachment da presidenta Dilma, agora é considerada sem credibilidade?
Talvez o grande problema de se fazer Justiça seja a aplicação da Lei. O que deveria ser muito simples torna-se complexo – o entendimento jurídico permite divergências de opiniões -porque dificilmente alguém influente e poderoso é tratado da mesma forma que um cidadão da camada inferior da sociedade. Todos os recursos permitidos serão aplicados, principalmente o direito de defesa. Como esperar imparcialidade quando alguém já foi condenado pela opinião pública, com o apoio e influência da mídia, além do próprio juiz demonstrar que é o seu desejo?


J R Ichihara
06/07/2019

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