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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Terrivelmente: seria o termo da hora?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Oportunidade de pai para filho!


Depois da declaração do presidente Bolsonaro que vai indicar alguém terrivelmente religioso para o STF, o termo entrou em alta. E nem poderia ser diferente. Afinal, o que o Mito tem feito pelo país merece toda a credibilidade e apoio da população, segundo os defensores incondicionais das suas frases de efeito positivo. Daí que tudo que receber este complemento ganha ares de grandeza, imponência, paira acima de qualquer mesquinharia dos que torcem contra o sucesso deste governo. Qual o escolhido que dispensará um carimbo desta magnitude?
Mas a sabedoria popular tem lá seus motivos para empregar a ironia quando o espaço para crítica e o diálogo dão lugar à imposição. Sem qualquer indício de voltar atrás sobre a indicação do seu filho para a carreira diplomática na Embaixada dos Estados Unidos, apesar dos questionamentos sobre o despreparo para o cargo, a vontade terrivelmente pessoal do presidente ganhou apoio de muitos que não veem problema nenhum nisso – nepotismo é invenção de Terceiro Mundo. Como ignorar a sintonia entre as famílias dos presidentes dos dois países?
Infelizmente a receita caseira sobre governar um país não é garantia de sucesso. Qual a razão para indicar alguém terrivelmente religioso para o guardião da Constituição do Brasil? Isso traz algum benefício, se a própria Carta Magna deixa claro que o Estado Brasileiro é laico? Da mesma forma que fundamentar uma indicação para um dos cargos mais importantes na política externa, a Embaixada Norte-Americana, apenas por que é da sua confiança? Será que as relações entre os países se baseiam apenas nas amizades pessoais? Isso é terrivelmente preocupante.
Qualquer pessoa que assina acordo, contrato ou um documento oficial com outro país sabe que isso é impessoal, pois trata-se de governos, estados... respeito aos termos que diplomaticamente assumiram. Isso passa longe de gostar ou odiar os que conduziram o entendimento. Se a duração dos compromissos extrapolar os mandatos dos envolvidos no ato da solenidade, pouco interessa se as gestões posteriores concordam ou não com os acertos firmados. Portanto, as relações internacionais precisam ser terrivelmente avaliadas.
O fato é que o estilo de gestão do presidente Bolsonaro, apesar da tentativa de mostrar um clima de tranquilidade e segurança, é recheado de declarações desnecessárias. Talvez por isso a insignificante oposição não tenha mostrado a cara, mesmo diante dos motivos conhecidos. Diz-se até que a esquerda não precisa focar nas inutilidades porque eles afloram abundantemente – quem sabe, terrivelmente – nas redes sociais ou na mídia tradicional. Daí a tomada de 3 pinos, o carrinho de bebê, a barreira eletrônica, o ministro do STF e o filho para a Embaixada dos EUA.
Uma posição do novo governo já ficou muito clara: ele detesta os pobres! Mas essa afirmação não é somente porque rejeitou a proposta de isentar a cobrança de bagagens nos voos domésticos no Brasil, quando declarou que quem gosta de pobre é o PT. Os blogs que publicam notícias contra o governo divulgaram que o presidente cortou os recursos para as creches e suspendeu a fabricação de medicamentos de fornecimento gratuito para os mais pobres. Como duvidar que ele tem horror a pobre? E pensar que ele disse que é o presidente de 208 milhões.
A fama que temos de fazer piadas com as situações embaraçosas para a imagem do país perante o mundo caiu nas graças do povo. Depois de dizer que está habilitado para ocupar o cargo na Embaixada dos Estados Unidos porque fez um intercâmbio, fritou hambúrguer e enfrentou o frio nas Terras do Tio Sam, abriu um leque de oportunidades para muitos que exibem habilidades e experiências semelhantes no currículo. Muitos se candidataram às Embaixadas mundo afora baseados nos critérios terrivelmente diferenciados do filho do presidente. Mas sem nepotismo...


J R Ichihara
16/07/2019

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