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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Verborragia? Desconhecimento? Ou motivos inconfessáveis?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A expectativa é ouvir algo proveitoso


Quem desconhece uma pessoa que fala pelos cotovelos, sobre qualquer assunto, mesmo daqueles onde se percebe que não entende patavinas, procurando ser o centro das atenções, em qualquer que seja o meio que esteja, sem dar a mínima importância à opinião dos demais? Os especialistas conceituam isso como verborragia, mas no popular a maioria o conhece como parlapatão. De uns tempos para cá vemos isso diariamente. A fartura é tamanha que dava para escrever um livro sobre as bravatas abordando o assunto. Mas a realidade é muito cruel com isso.
Diz-se que uma mentira contada milhares de vezes se torna uma verdade. À parte conhecer o autor de tal afirmação, o fato é que o dia a dia está aí para provar isso. Quando a intenção é desconstruir a imagem e a reputação de uma pessoa, uma organização empresarial ou uma equipe de gestores, o objetivo pode ser facilmente alcançado se houver um apoio dos meios de comunicação influentes na sociedade. A exposição diuturna de imagens e textos bem elaborados sobre as vítimas tem um efeito inquestionável. E depois do estrago é difícil mudar.
Tornou-se uma verdade inquestionável que a gestão petista afundou o país, institucionalizou a roubalheira, usou e abusou do clientelismo e tudo mais. A oposição e a mídia bateram nisso dia e noite, convocaram manifestações e se orgulharam de suas importâncias na reconstrução do país. Mas o que esclarece se uma economia está em crescimento e a situação financeira da população melhorou? Os especialistas dizem que somente o PIB, o consumo e o PIB per capita revelam isso. Quantos mostraram esses índices para comprovar o que afirmam?
Na época da Ditadura Militar, o todo-poderoso ministro Delfim Neto vendeu a ideia de que primeiro era preciso fazer o bolo crescer... para depois distribuir! Quem viveu como trabalhador comum nessa época lembra do “arrocho salarial” e nem por isso o bolo que cresceu foi distribuído entre todos. Claro que somente sufocar o trabalhador ganharia a antipatia da população, portanto o Regime instituiu o FGTS – hoje uma desgraça para os empresários – como um amparo ao empregado demitido sem justa causa. Alguma semelhança com as reformas propostas agora?
O presidente Bolsonaro diz frequentemente que “é melhor emprego sem direitos do que direitos sem emprego” e que “a CLT é um empecilho ao desenvolvimento do país, uma pedra no sapato do empresário brasileiro”. O que muitos gostariam de saber é se ele renunciaria aos seus direitos constitucionais quando exerceu o cargo de deputado federal e agora de presidente da República. Até onde se sabe ele nunca foi empresário, muito menos trabalhou como empregado celetista. Como ele sabe que a solução para o desemprego é acabar com os direitos legais?
Mas vamos considerar que o Mito, como é chamado pelos seguidores, esteja coberto de razão. Não seria necessária uma comprovação do que ele defende, citando exemplos conhecidos onde tirar direitos e pagar salários humilhantes, melhora o bem-estar da população de um país? Ou apenas o “arrocho”, sem reajustar as outras desvantagens tributárias impostas ao assalariado brasileiro, especialmente no consumo, resolve a situação de quem depende somente do salário? Infelizmente o que se vê é o aumento do fosso da desigualdade entre as pessoas no Brasil.
Encerrando a semana, o presidente deu uma resposta terrivelmente estranha para um repórter, numa entrevista em Manaus, quando este perguntou se era possível conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. Disse ele “É só você deixar de comer um pouquinho. Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também”. Se o intuito era fazer uma piada, a sugestão foi de muito mau gosto. Afinal, um presidente dizer isso abre muitas lacunas sobre a seriedade do cargo.


J R Ichihara
09/08/2019

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