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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Pan-Americanos de Lima e suas lições
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Somente o talento é o bastante?



Com o encerramento dos Jogos Pan-americanos de Lima 2019, neste domingo, à parte os choros de tristeza e alegria, quais lições as pessoas aprenderam depois dos resultados alcançados? Como sempre, em todas as competições que participam, os Estados Unidos lideraram o quadro de medalhas. O que isso ensina para os que apenas desejam figurar entre os melhores nas modalidades esportivas? Apenas que todo país mais desenvolvido mostra essa superioridade nessas competições? Fosse assim, o Canadá seria o segundo colocado no ranking.
O resultado alcançado pelo Brasil, em termos de medalhas de ouro e como o segundo colocado na classificação geral de medalhas, merecem os parabéns dos envolvidos (atletas, treinadores, patrocinadores e os demais), mas não pode ser motivo para deitar-se nos louros da glória e do sucesso. Competição deve ser um processo de melhoria contínua, de busca por resultados melhores, de aprimoramento da técnica... de superação das marcas. Tudo na vida é assim, portanto no esporte não poderia ser diferente. Os concorrentes não descansam.
Uma competição onde comparecem alguns dos melhores em atividade alerta para a armadilha diante de adversários mais fracos, o perigoso “já ganhou” por antecipação. A prova disso foi a equipe de voleibol feminino, considerada uma “camisa pesada” por causa das conquistas olímpicas, ficar fora do pódio. Perdeu para a Colômbia e para a Argentina, duas vezes para esta, dois times sem grande tradição nesta modalidade esportiva. Quais lições se tiram desses resultados? As derrotas ensinam mais do que as vitórias – perderam sem lutar com brio.
Mas nem tudo foram lágrimas por causa dos resultados negativos. Quem esquecerá que o poderoso time de basquete feminino dos Estados Unidos foi batido pelas brasileiras na final? Isso ficará na história deste esporte! Mais uma prova de que nem tudo que é difícil necessariamente é impossível. Da mesma forma que a natação brasileira, em algumas modalidades, superou os indiscutíveis campeões, os Estados Unidos. Portanto, essas conquistas pontuais mostram que ninguém é imbatível, em qualquer que seja a atividade da vida humana.
Podemos dizer que o feito desta competição colocou o Brasil no patamar de potência esportiva mundial? De jeito nenhum! Os jogos contaram com a participação dos atletas dos países das Américas, onde, fora os Estados Unidos, Canadá e Cuba, não estão grandes nomes do esporte dos Jogos Olímpicos. Sabe-se que a Jamaica se destaca nas provas onde a velocidade dos competidores é um diferencial, mas são exceções que não a colocam no topo dos grandes campeões. Será que o nosso mesatenista Hugo Calderano venceria o campeão chinês Ma Long?
Na realidade as 21 medalhas de ouro, 16 de prata e 32 de bronze são indicadores para um análise sobre a melhora em algumas modalidades, tipo atletismo, basquete feminino, tênis de mesa e lançamento de peso, além da comprovação de que temos atletas de nível mundial na natação e no judô. Mas isso ainda é pouco diante do enorme potencial que temos. Portanto, fica evidente que os investimentos no esporte estão muito aquém das pretensões dos que esperam ouvir o Hino Nacional com os nossos atletas no topo do pódio na hora da premiação. Então...
Qual seria o segredo dos Estados Unidos sobre a formação de atletas de ponta? A verdade é que eles não fazem milagre algum. Simplesmente estimulam o esporte nas escolas de todos os níveis, em todas as modalidades, principalmente nas que exigem um melhor aprimoramento técnico. Por isso não se vê destaque deles nas competições onde isso não faz a diferença, como as maratonas e as corridas de médio e longo percurso – os quenianos reinam absolutos nessas modalidades. O fato é que o topo do pódio depende de investimentos na base.


J R Ichihara
12/08/2019

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