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Crônica
 
Vida e morte
Por: amauri valim

VIDA de Inevitável fim, que seja na forma justa e merecedora, sem o pesaroso olhar de meus entes queridos, apenas de lembranças nostálgicas, sem prévio julgamento de algum santo milagreiro, nem o terrível desconsolo no purgatório das santas. Desejo uma marcha fúnebre e lenta para o meu corpo já desalmado, desprotegido de rituais santos de velhas a me purificar. Abstenho-me das flores fétidas, das luzes de pavio de vela e da cruz pesando sobre minha mente desfalecida. Que minha morte não seja um mal para mim, pois bebo do meu próprio veneno, de modo lento, destilando cada gota licorosa. Sendo assim, haverá mais uma celebração, para que se viva a morte enquanto houver vida. O meu corpo se escafederá dos prazeres da vida, dado pela inevitável morte. O meu espírito pairante servirá o nada, mas ainda é parte do estilo de vida, quando através dele se acreditar em redenção, espera-se que se aloje nalgum outro objeto. A fidelidade de minha vida é uma especulação da fraqueza humana, como subjetivo religioso. Deus como um ser imaginário não pôde se instalar no complexo sistema de minha vida, dada pelas concepções naturais. A verdade e a compreensão sobre mim não passa de apenas um efeito alucinógeno dado pela fé.

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