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Artigo
 
Casamento no Plano Espiritual
Por: Valdir Pedrosa

CASAMENTO NO PLANO ESPIRITUAL

Para o estudioso do Espiritismo, o tema “casamento no plano espiritual” não causa nenhuma surpresa, tendo em vista que André Luiz o abordou nos capítulos 38 e 39 do livro Nosso Lar, referindo-se à convivência de Tobias na colônia com suas duas esposas, Hilda e Luciana.

O assunto voltou à tona na conversa fraterna entre o nosso amigo, Vicente, Cecília e Aldonina, que comentou o caso de sua irmã Isaura, casada em “Campo da Paz” e residente em “Nosso Lar”, onde vive na companhia do marido, funcionário dos serviços de investigação do Ministério do Esclarecimento.

Vicente confessou que ficou muito surpreso, e até mesmo estupefato, quando assistiu a festas dessa natureza depois da morte do corpo físico. Cecília comentou que “(...) é forçoso reconhecer que tal estado d’alma resulta do exclusivismo pernicioso a que nos entregamos no plano carnal, porque, se o casamento humano é um dos mais belos atos da existência na Terra, por que deixaria de existir aqui, onde a beleza é sempre mais quintessenciada e mais pura? E, além do mais, é imprescindível ponderar que não vivemos à revelia de leis sábias e justas.”[1]

Não é novidade para ninguém que, no plano físico, nem todas as uniões matrimoniais são regidas pelo amor e respeito recíprocos. Infelizmente essa é a realidade em que vivemos. Existem muitos casamentos baseados tão somente na atração física, no desejo sexual, no interesse material, na pressão das famílias ou da sociedade, dentre outros motivos nada nobres.

Pessoas que se casam pela beleza física ou em função do apelo sexual, certamente se esquecem de que o corpo físico envelhece, adoece e, não raras vezes, perde a formosura e os atrativos de cunho puramente sensual. De forma similar, quem contrai núpcias objetivando vantagens econômicas e financeiras, não imaginam que a posse das riquezas e bens materiais muda de mãos de acordo com as necessidades evolutivas dos envolvidos e a vontade de Deus. Também é comum que aqueles que se casam puramente por pressões de familiares ou para dar uma justificativa às cobranças da sociedade, serão infelizes, por se vincularem a relações conjugais desprovidas de afeição sincera.

Todavia, nas colônias espirituais os casamentos acontecem com base em motivos mais sublimes. Não descartamos o fato de espíritos chamarem a atenção de seus pares pela beleza de seus corpos espirituais. Porém, naquelas esferas não há enlaces nupciais onde não reine o amor e o respeito entre o casal. A afinidade entre os consortes é de fundamental importância para o sucesso do matrimônio.

Vicente afirmou que os que se casam no plano espiritual são muito felizes e Aldonina considerou: “Sim, para possuirmos aqui essa ventura, é preciso ter amado na Terra, movimentando os mais nobres impulsos do espírito. Para colher os júbilos dessa natureza, é necessário ter amado com alma. Os que se consagram exclusivamente aos desejos do corpo, não sabem amar além da forma, são incapazes de sentir as profundas vibrações espirituais do amor sem morte.” [1]

É imperioso ressaltar que Isaura não podia ir até Antônio, o noivo, pois estava em condição inferior a dele. Ele podia conduzi-la à “Nosso Lar” sem problemas, pois havia recebido permissão das autoridades da colônia. Entretanto, um dos responsáveis por “Campo da Paz”, embora não pudesse opor qualquer embargo à situação, aconselhou Isaura a se preparar devidamente para essa importante mudança em sua vida. Durante seis anos ela trabalhou naquela colônia situada nas regiões inferiores, apurando o enxoval dos sentimentos através da aquisição de valores culturais e do aprimoramento do pensamento.

Vale mencionar, à título de informação, que o confrade Martins Peralva em sua obra Estudando a Mediunidade apresenta-nos uma divisão didática do casamento na Terra em cinco tipos:

AFINS - São aqueles formados por parceiros simpáticos, afins, onde há uma verdadeira afeição da alma. Geralmente, eles sobrevivem à morte do corpo e mantém-se em encarnações diversas. Pouco comuns no orbe terrestre.

TRANSCENDENTAIS - São casamentos afins entre almas enobrecidas, que juntas, vão dedicar-se a obras de grande valor para a Humanidade.

PROVACIONAIS - São uniões entre almas mutuamente comprometidas, que estão juntas para pacificarem as consciências ante erros graves perpetrados no passado e simultaneamente desenvolverem os valores da paciência, da tolerância e da resignação. São mais comuns.

SACRIFICIAIS - São aqueles que se caracterizam por uma grande diferença evolutiva entre os cônjuges. Um Espírito de mais alta envergadura que aceita o consórcio com outro menos adiantado para ajudá-lo em seu progresso espiritual.

ACIDENTAIS - São os casamentos que não foram programados no mundo espiritual. Obedecem apenas à afeição física, sem raízes na afetividade sincera.

Parafraseando Allan Kardec ao afirmar “que mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente”[2], diríamos que casamento, independentemente do tipo, também é coisa santa e deve ser santamente vivenciado.

[1] Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 30 (Em palestra afetuosa).
[2] O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec – capítulo 26 (Dai gratuitamente o que gratuitamente recebestes) – item nº 10.

Valdir Pedrosa – Maio/2017

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