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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Barrado no baile, mas duro na queda
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O estilo melhor defesa é o ataque?


O recente anúncio que o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, desistiu de apoiar a indicação do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e optou pela Argentina repercutiu muito mal para o presidente Bolsonaro. A opção de deixar a OMC (Organização Mundial do Comércio), onde mantinha o status de país em desenvolvimento, para tentar a entrada no considerado Clube dos Ricos, foi uma “humilhação pública, após festejo”, segundo o ex-embaixador nos Estados Unidos e ex-ministro da Fazenda, Rubens Ricupero.
Talvez a ingenuidade do Mito, que tem o presidente Trump como ídolo, nas tratativas internacionais nos reserve outras surpresas onde a contrapartida das concessões do Brasil para os Estados Unidos sejam claramente desvantajosas. Fazer alianças com a maior potência econômica e militar do planeta, sem considerar a política externa do “America first”, pode ser um mau negócio. Quantos países subdesenvolvidos, que se tornaram dependentes do Tio Sam, alcançaram uma posição de destaque no cenário internacional? Amizade e interesses à parte...
A mídia mostrou um discurso do presidente Bolsonaro abordando a Amazônia e as riquezas minerais inexploradas que esta região possui. Em determinado momento, ele disse que a exploração adequada dos minérios de Roraima poderia transformar este estado numa potência igual ao Japão. Quem tem um mínimo de conhecimento sobre o país do Sol Nascente sabe que este não precisou de recursos naturais para ser um grande exportador de tecnologia. O desenvolvimento foi consequência do alto investimento do governo em educação e saúde.
Infelizmente a virada para o país sair da crise não tem data para começar. O que chega ao conhecimento público são declarações do Planalto recheadas de agressões contra opositores e até aliados. A refrega atual é contra o PSL, o partido do presidente da República. No meio dessa troca de farpas, um ambiente totalmente favorável ao Mito, a população fica sem saber o que isso tem a ver com a solução dos problemas que atinge milhões de desempregados. Para quem gosta de confrontos que não resolvem absolutamente nada este governo é uma fonte inesgotável.
Mas a obsessão no combate ao conteúdo ideológico nas escolas públicas não sai da pauta dos apoiadores deste governo. O deputado estadual Rodrigo Amorim e o deputado federal Daniel Silveira, ambos do PSL, o partido do presidente da República, fizeram uma visita surpresa ao colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, sob a alegação de justificar verbas de emendas parlamentares que seriam aplicadas nesta escola. Para quem não se lembra foram eles que quebraram a placa que homenageou a vereadora Marielle Franco, assassinada pelos milicianos em 14/03/2018.
O desconforto do presidente Bolsonaro com as notícias divulgadas na mídia veio a público. Por causa das reportagens sobre caixa dois e reforma administrativa, ele foi curto e grosso. “Querem me derrubar? Eu tenho couro duro. Vai ser difícil”, disse ele na manhã da última segunda-feira, na saída do Palácio da Alvorada. Será que toda notícia que circula na mídia, envolvendo a gestão do presidente, tem a intenção de prejudicá-lo? Ou a população não tem o direito de saber o que acontece no alto escalão do poder? E pensar que ele critica o regime de outros países.
Gostando ou não do que a mídia publica, o jornal Folha de São Paulo divulgou que o desmatamento na Amazônia cresceu 96% em setembro deste ano, se comparado com o mesmo mês do ano passado. Os dados são do INPE, o instituto cujo diretor foi exonerado por Bolsonaro porque falou sobre os números preocupantes na perda da cobertura vegetal nesta região. Por que o presidente insiste em esconder a verdade? Se o presidente acha que a imprensa só deve publicar as notícias positivas sobre sua gestão, precisa arrumar um couro muito mais grosso.


J R Ichihara
11/10/2019

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