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Nilton Gonçalves Menezes
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Poesia
 
POESIA SOCIAIS - NO RITMO DE CORDEL
Por: Nilton Gonçalves Menezes

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1. Fuja da massificação, E da neurose coletiva. Fuja da alienação, E do que o mundo diz que é vida. Fuja das barreiras do sistema, E dessa classe oprimida.
2. Vivemos presos dentro de casa, E a violência está cada vez maior. Não posso sair daqui, Pois já sou pego sem dó. E às vezes por polícia, Sou levado ao xilindró.
3. Muitos estão famintos, Muito povo insatisfeito. Pessoas passando mal, Isolados do seu direito. Muitos cidadãos esquecidos, Sem justiça e sem respeito.
4. É a política a culpada? Ou é o homem que tudo faz. Nesse mar de corrupção, Já não vivemos em paz. Por que pra ela existir, Tem que haver justiça e mais...
5. O romance se acabou, É cada um na sua vidinha. A flor perdeu seu espaço, Dando lugar a camisinha. Imposta pelo sistema, Causando muita solteirinha.
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6. O homem já virou máquina, E a mulher já virou fruta. Já não entendemos mais nada, Dessa vida tão maluca. Em função de mais dinheiro, Se vira até filho da fruta.
7. A mulher já virou charque, Carne de bife ou filé. O homem já virou pão, Chopp doce ou picolé. Ninguém tem mais identidade, Não se sabe mais quem é.
8. O aluno perde aula, Por causa de agressão. No fim do ano não passa, É um problema de evasão. Criando maus indivíduos, Sem nenhuma educação.
9. Eu já me sinto só, No meio da multidão. O homem que a máquina criou, Já não tem mais coração. Todo o mundo está sofrendo, Uma grande depressão.
10. No transito está o lugar, Do cúmulo da arrogância. Dentro de um carro se vira monstro, Que só faz ignorância. Causando muitas vezes, Uma tremenda matança.
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11. O trânsito está matando mais, Que ganha qualquer doença. Por outro lado a matança, Gerada por violência. Todo mundo já tem medo, De sair da residência.
12. A música só é barulho, Já não se entende mais nada. Deixou de refletir o mundo, Dando lugar a batucada. Perdeu-se todo o sentido, Pra fazer muita zoada.
13. Liberando o erotismo, Só serve para barulho. Incitando a violência, Perdeu todo o conteúdo. Que música mecanizada, Desse mundo absurdo.
14. Será que ninguém tem mais, Aquela inspirante criatividade. E deixar de fazer besteira, Pra produzir musica de verdade. Com toda a sua função, Contribuindo com a sociedade.
15. Infelizmente vemos hoje na música, A perda de sua função social. Produzindo muitas besteiras, Incitando para o mal. Tornou-se coisa da máquina, Gerada pelo capital.
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16. O mundo está cheio de músicas, Que já não servem pra nada. Muitas sem conteúdo, Só fazem muita zoada. Destruindo muitos ouvidos, De uma triste “cambada”.
17. Também está cheio de coisas, Que nos roubam o coração. Poluindo a Natureza, Destruindo a Nação. Meu Deus onde está o homem? Sua bela criação. Está preso ao sistema? Ou perdeu a emoção?
18. No país do futebol, Também somos o país da fome. Muitos estão sem moradia, Outros já não têm mais nome. Banidos pelo sistema, Que aos poucos o consome.
19. Que triste realidade, Dizem que somos civilizados. Só se for de tal maldade, Ou por sermos tão malvados. Que civilização é essa? Que oprime os maltratados.
20. Que civilização pertencemos? Destruindo o planeta. Cada vez mais gente rica, E pondo o pobre na sarjeta. Festejando uma demagogia, Enchendo mais a sua maleta.
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21. Que maldita pressa é essa, Que nos faz querer o que não necessitamos. No espaço do mercado, Até o amor nós compramos. Vivemos de futilidades, Desse sistema tirano.
22. Se enche o coração de coisas, Deixando de lado as pessoas. Fingindo que está tudo bem, Porém, essa mentira enjoa. Depois entra em depressão, Por ter uma vida à toa.
23. Estamos tão ricos de bens, Porém, pobres de coração. Acabando com o planeta, Destruindo a nação. Criados pela máquina, Sem cultura e educação.
24. Diz-se que recordar é viver, E viver é recordar. Se não temos histórias, Então pra que caminhar. A história é muito importante, Pra nos identificar.
25. O egoísmo é a doença, Mais grave do mundo atual. Gerando individualismo, Nesse planeta animal. É o “câncer do amor”, Gerado pelo capital.
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26. O mau cheiro e o lixo na rua, É o reflexo da pobreza. Muita pobreza de espírito, Que tira toda a beleza. „Ainda bem que existe o urubu? Que faz toda a limpeza.
27. Pobreza de espírito, Que o mundo vive no ter. Voltado pra boemia, Esquecendo o que é ser. Até mesmo solidariedade, “Ninguém” sabe mais fazer.
28. Muitos dizem que no Pará, Não tem nem civilização. Só anda bicho na rua, Índio, sucuri e leão. Mas coitadinho deles, Não conhecem o nosso chão.
29. Mas é melhor andar na rua, Jacaré, onça e caça. Do que drogados e maltrapilhos, Muito lixo e fumaça. Que revelam a miséria humana, E da cidade a desgraça.
30. Já o nosso chão é rico em diversidades, De floresta ao cultural. O portal da Amazônia, Fica em nossa capital. Temos a maior riqueza, De pessoas ao mineral.
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31. Na música, temos mais ritmos, Na comida a maior expressão. Do carnaval ao futebol, Do Papão ao Leão. Um povo muito acolhedor, Que alegra a Nação.
32. Do tacacá ao vatapá, Do caruru ao açaí. Do cupuaçu a castanha, Da bacaba ao miriti. Do tapereba a pupunha, Do abacaxi ao bacuri.
33. Do brega pop ao zook, Do melody ao brega fó. Da Lambada a Cúmbia, Da guitarrada ao xodó. Das aparelhagens as batidas, Do Calypso ao Carimbó.
34. As melhores casas de shows, Em nossa cidade há. Que imensa alegria, Dá orgulho ser do Pará. Do Portal da Amazônia, Que nós vamos sempre amar.
35. Em especial, Barcarena, A rainha do abacaxi, A capital do alumínio, Que tem muito açaí. Quem chega não vai embora, Gosta muito e fica aqui.
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36. Também nossa capital, Nossa querida Belém. A Cidade das Mangueiras, Vem que tudo aqui tem. As pessoas são a maior riqueza, Muitas mulheres bonitas. Nossa maior beleza.
37. Sou um Poeta da PAZ, Defensor da Ecologia. Poeta que canta o Amor, De noite e de dia. Cronista social. Escritor da alegria.
38. Sou cronista social, Escritor da educação. Poeta dos melhores versos, Inspirado pela paixão. Transmitido com Amor, Pra tocar o coração.
39. Sou filósofo amante, Amante da Sabedoria. Transmitir educação, É educar com/para alegria. Apaixonado pelo saber, Tendo Amor a Poesia.
40. Não sei bem se é assim, mas Inteligente eu procuro ser. Lutando a cada dia, Trabalhando pra viver. Ousado muitas vezes Navegando eu busco ser.

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