A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

José Arthur de Oliveira
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Crônica
 
Misoginia
Por: José Arthur de Oliveira

O mundo mais uma vez tenta promover transformações que caracterizem seu progresso cultural e civilizatório.
No passado isto se resumia aos avanços advindos das descobertas e invenções, transformando o dia a dia das pessoas, trazendo comodidades inimagináveis, conforto e segurança permitindo sonhar com uma felicidade baseada na tecnologia.
Isto não aconteceu, pois, o surgimento das grandes metrópoles intensificou o relacionamento humano e aproximou as pessoas numa convivência que se poderia denominar, quase, promíscua.
Basta imaginar, num edifício residencial, pessoas se cumprimentando pela manhã, dirigindo-se para o seu trabalho, sem se conhecerem de fato e Isto no exíguo espaço de três metros quadrados de um elevador. Desagradável e constrangedor.
A par das desilusões que o progresso e as cidades superpopulosas evidenciam, surge um fator extremamente preocupante: a violência, que anda de braços com o desemprego.
Mas se fosse apenas isto, as leis e os aparatos repressivos solucionariam, em boa parte; mas não é simples assim pois essa violência faz parte de uma deterioração da mente humana, que o mito do prazer e do gozo a qualquer custo torna gradual e irreversível.
Presenciamos isto nas peculiaridades que caracterizam os diversos tipos de manifestação violenta, por exemplo, as causas do terrorismo ou das organizações criminosas, os ataques de natureza sexual ou o tráfico de drogas.
Determo-nos nestas considerações fugiriam ao objetivo de nosso propósito que é, em última análise, conjecturar sobre o enraizamento do mal na natureza humana, dissimulado pelo verniz do convencionalismo social.
Vamos encarar inicialmente os variados ultrajes perpetrados contra a mulher, desde o assédio, que pode culminar no estupro, passando pela violência doméstica, alcançando o feminicídio. Por trás destes atos repugnantes encontra-se uma das mais horripilantes constatações a que se poderia chegar, se a frieza do raciocínio assim nos permitir.
A história relata que ataques com estupro e morte de mulheres sempre ocorreram, mas havia características marcantes que diferenciavam aqueles fatos, em relação aos de hoje.
Em primeiro lugar este tipo de crime não era, proporcionalmente, tão frequente como em nossos dias, tanto que, quando ocorriam ocupavam as primeiras páginas dos jornais e os noticiários das emissoras de rádio. Caracterizavam-se por extrema violência e aconteciam na sombra da noite ou em áreas pouco frequentadas.
Hoje, os assédios ocorrem no transporte urbano ou no ambiente de trabalho. Há casos de estupro coletivo, quando os criminosos, de forma perversa e doentia, divulgam as imagens nas redes sociais.
Parece-nos que a motivação para o crime sexual, naqueles tempos, diferia em muito desta, nos dias de hoje.
O homem comum levava uma vida com muitas restrições, o que não acontece hoje em que a ociosidade como opção de vida ou mesmo pela falta de ocupação formal, torna a mente masculina tendente aos devaneios, quase sempre impulsionando a libido ao nível da demência.
Pois que a mulher, ao exibir seus atrativos com inconsciente voluptuosidade, demonstra um poder incoercível que anula a inteligência e a virtude no homem. Este, prostrado ante a incapacidade de corresponder às expectativas femininas passa a alimentar um despeito que o corrói por dentro, descambando via de regra em repugnante Misoginia.
Se a mulher, hoje, além dos dotes naturais faz uso sistemático do corpo como recurso, não apenas para satisfazer sua vaidade, mas para prevalecer sobre o mundo masculino, está, na verdade, estimulando o monstro que jaz no subconsciente do homem, o Mr. Hyde (R.L. Stevenson), este ser hediondo que, se não devidamente controlado pela educação ou pelo temor à lei, espreitará sua vítima na sombra do anonimato, concebendo todas as formas de agressão, desde a simples discriminação até o assassínio.
Então estaremos diante de duas acusações que condenam simultaneamente, homens e mulheres:
Por um lado, a beleza e o erotismo femininos, que com inconsciente voluptuosidade chantageia e oprime o macho subserviente, de forma sutil e cruel.
Por outro, a condenável natureza animal do homem vulgar, cujo despeito e frustração o corroem na intimidade, vagarosamente induzindo-o à misoginia.
Haverá solução? Sim, mas só o tempo mostrará o caminho.

 Comente este texto
 Paralerepensar


Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: eHKD (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP sera enviado junto com a mensagem.