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Sonetos
 
SONETO DA DOCE ESPERANÇA MORTA
Por: Vilma Oliveira

Esse teu rosto empalidece como cera: branca e rija.
No semblante extático despe essa tua morbidez...
e nas mãos entrelaçadas como quem a si dirija
deitado em brancas nuvens nessa tua languidez...

Teu olhar repousa agora num amuleto de carvalho
onde a solidão do túmulo te espera silenciosa...
refrigério das almas e flores a banhar-se de orvalho
deitado num leito de opalas todo revestido em rosas...

e, depois d’algumas horas, já contadas no sol posto,
irão guardar as tuas cinzas numa urna de cristal...
irão jogá-las no mar aberto onde se avista o céu...

num farrapo de luar passo adiante o meu desgosto,
e nas ondas murmurantes ouço a voz banhada em sal,
a envolver-te lentamente no manto que o amor teceu...!!


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