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José-Augusto de Carvalho
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TEMPO DE SORTILÉGIO * O derradeiro mito
Por: José-Augusto de Carvalho




O Sol declina morno --- fim de tarde.

É tempo de vindimas --- cheira a mosto.

Há um rubor sagrado no teu rosto.

Teu corpo abandonado dá-se e arde.


Prosterno-me a teus pés e sou um círio

que um sacrifício de alma e luz consome.

Meus lábios balbuciam o teu nome

que dulcifica o fel do meu martírio...


Eu sei que vou morrer assim por ti.

Que dádiva dos deuses mereci

de em fumo me cumprir --- de ser o eleito!


Que importa agora quanto foi escrito?

Seremos nós o derradeiro mito...

...este princípio e fim mais que perfeito!





José-Augusto de Carvalho
Alentejo, Dezembro de 2019.

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