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Antuérpio Pettersen Filho
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JULGAMENTO NARDONI : O SHOWMÍCIO DA JUSTIÇA BRASILEIRA
Por: Antuérpio Pettersen Filho

JULGAMENTO NARDONI : O SHOWMÍCIO DA JUSTIÇA BRASILEIRA

Por : Pettersen Filho

Quando o Jovem Casal Nardoni entrou, a passos apressados e algemados, nas dependências do Fórum de Santana, em São Paulo, determinados a submeterem-se ao Veredito da Justiça Pública Brasileira, bem diante das câmeras de televisão, instaladas em rede, transmitindo seu desfortunio para todo o Brasil, infelizmente, já estavam irremediavelmente, condenados, não restando ao Juiz Presidente do Tribunal do Júri, opção nenhuma, outra, que não a de bater, implacavelmente, o Martelo,culminando-lhes, num e noutro caso, 26 e 31 anos de prisão: Segregamento.
Antes de tal “Evento”, verdadeiro Showmicio da Justiça Brasileira, como diria nosso Honorável Presidente, Aborrinácio Lula da Silva, “nunca antes na História desse País, ninguém fez tanto...”
Confundindo “Teatralização” da Justiça, com, efetivamente, “Justiça”, onde especialistas, de súbito, surgiram, de todas as partes, emitindo seus “Valorosos Pareceres”, proporcionando aos cidadãos brasileiros, dos mais eruditos, aos mais simplórios, que, até então, mal sabiam, juridicamente, distinguir “Contravenção”, uma espécie de “crime-menor”, se assim o podemos dizer, de “Crime”, efetivamente, o que se viu, na verdade, foi uma espécie Monstreaguda de Cursinho Rápido de Direito, transformando-nos, a todos, bem diante da Telinha(TV), em inéditos especialistas, Promotores e Advogados de Plantão, quem, passaram a discutir, em seus lares e bares, a conveniência dessa, ou daquela medida, além de se tornarem, em apenas poucas horas, em Doutos Especialistas, nos cerca de cinco dias, ininterruptos, de transmissões, súbitos “Entendedores,” na aplicação do Direito Penal no Brasil, fazendo com que o Julgamento, em si, precedido do Linchamento Moral dos Réus, nada tivesse, ao meu ver, de Justo.
Apresentados ao Tribunal do Júri, como Carrascos, ao caminharem rumo ao cadafalso, com pequenos passos, algemados e humilhados, para o Grande Salão, onde se realizou o Julgamento, o Casal Nardoni, indubitavelmente, culpados do assassinato, passional e trágico da Pequena Isabela, cuja foto, cândida, era exibida, a todo momento, via Embratel, ainda, enquanto em vida, linda e sorridente, não houve nesse Pais, nenhuma alma serena, capaz de perdoar, ou pelo menos, entender, o motivamento que levou a tal crime, se é que isso seja possível.
Reservado para si, Casal Nardoni, sorte pior que não teve, por exemplo, Fernandinho Beira- Mar, ou o Nêm-Sem-Terra, com vistosas baterias anti-aereas, em seu favor, embrenhadas no Seio do Poder Público Brasileiro, em todas as instancias, sempre prontos a rebater seus agressores, e disparar, tampouco, nem tendo a seu favor o beneplácito da Justiça que, por exemplo, é, ora, destinada ao Ex-governador Arruda, Chefe do Mensalinho (Sim, porque Mensalão, mesmo, é o do Governo Lula, até hoje sem Julgamento), quem, por Justiça, deveria estar Governando o Distrito Federal da Prisão da Papuda, o Jovem Casal foi implacavelmente triturado pelo Promotor “Sombrasseira”, quem, por um defeito facial, provavelmente congênito, ao dar pomposas entrevistas, escondia, sempre, o seu ângulo pior.
Assim, transformado em Showmício pela Política, e interesse comercial Tupiniquim, enquanto as pessoas comuns, tocadas pelo “Esquema” da Transmissão, ao vivo e a cores, cercavam o Fórum, com salvas bem entoadas de “Assassinos”, sem ter, ao menos, como no Caso de Arruda, pelo menos um punhado de destacados Servidores, escalados para fazer o Coro do Contra, o Casal Nardoni, indubitavelmente, Assassino, ouviu do Tribunal do Júri, a rígida Sentença, enquanto, inexoravelmente, questões de Cunho Nacional, e de relevante Interesse Público, são omitidas pela Grande Mídia, como, por exemplo, a Privatização, por osmose, da Petrobrás, e suas reservas de prospecção, têm curso, e o enriquecimento, mais do que ilícito, do Empresário Eike Batista, se consuma, nesse mesmo “Esquema”, sem que ninguém haja sido, ao menos, indiciado.
Passados, já, alguns dias do Evento, do qual saímos, certamente, mais purificados, menos juridicamente incultos, com os “Bandidos-Nardoni” lançados às masmorras do Presídio, fica, assim, definitivamente, salvaguardado o nosso profundo senso de Justiça:
A Justiça foi feita!
Assim, voltaremos, todos, para as nossas medíocres vidas, de ônibus lotados, concessões públicas fraudulentas, com pequenos furtos nas esquinas, sem remédio ou ensino público de qualidade, desde, como sempre, o foi.
Então, eu vos pergunto, mesmo como fiz em outra crônica parecida, feita há cerca de dois anos atrás, sobre o Caso Nardoni:
“E no Tudoni, não vai nada ???

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