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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Apesar de tudo... ainda resta a amizade
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O bem mais valioso do mundo


Muito se tem falado da durabilidade de certos patrimônios da humanidade. Pirâmides, esfinge, palácios, catedrais, pontes e muitos outros orgulhos da prova da capacidade do ser humano em construir e perpetuar a sua existência. Claro que os críticos sempre têm um questionamento para tentar reduzir a importância desses feitos. Trabalho escravo, ostentação desnecessária, megalomania... e por aí vai. À parte tudo isso – respeitando que opinar é um direito individual – os registros estão aí para quem quiser se aprofundar na evolução da vida na Terra.
O que seria do mundo se não ficassem as marcas da passagem de algumas pessoas no plano terrestre? Quem pode imaginar um ambiente exatamente igual ao da Criação, segundo a Bíblia Sagrada? Será que todas as mudanças só trouxeram malefícios para as pessoas? Como questionar a brava insistência de alguns sobre os dogmas de suas épocas? Afinal, graças a pessoas que não se conformavam com as verdades absolutas pregadas aconteceu a evolução científica. Caso contrário, ainda estaríamos vivendo o ambientalmente correto numa bela caverna.
Inquestionável que as mudanças trouxeram a reboque as divergências pessoais, os desentendimentos, a competição acirrada... tudo que se entende como obstáculo para o bom relacionamento humano na atualidade. Chega-se a duvidar se isso valeu mesmo a pena! Mas será que a situação não pode ser vista sob outro ponto de vista? Se levarmos em consideração que tudo na vida é equilibrado por uma contrapartida, ou seja, um jogo de perde a ganha, o avanço não pode recuar mais. Basta equacionar, conscientemente, os prós e os contras. Por que não?
Quem, nos dias atuais, dispensa um bom atendimento médico, preferindo os métodos da antiguidade? Ou prefere gozar as merecidas férias a bordo de uma ágil e confortável carruagem, último modelo, puxada por belos cavalos de raça pura? Talvez fazer o cruzeiro dos sonhos num incomparável e possante navio a vapor? São algumas das situações inaceitáveis para o ser humano contemporâneo, não é verdade? Então por que condenar os avanços e a comodidade da vida moderna se não abrimos mão de tudo isso? Qual é a necessidade de retroceder no tempo?
Logicamente há os que têm mil críticas a fazer sobre o mundo que vivemos hoje. Trânsito caótico, vida estressante, família desagregada, amizades por conveniência, violência urbana sem controle, corrupção desenfreada... tudo culpa da obsessão por ter cada vez mais. Mas onde está o erro? Nos avanços tecnológicos? Ou nos sociais? Será que a humanidade está ciente do verdadeiro problema que atormenta o ser humano do século XXI? Se nada disso merece ser combatido ferrenhamente... A causa deve ser outra completamente descolada disso. Como saber?
A realidade é que, provavelmente, no futuro, o momento atual seja o sonho de consumo dos que viverão em tal época. O velho e conhecido “eu era feliz e não sabia”. Portanto, um questionamento que não poderia ser ignorado é o seguinte: para quê viver mais se isso é um sofrimento enorme e não um imenso prazer? Dito assim, vemos como não deixamos de cultuar a incoerência, apesar do orgulho de tudo que foi conquistado em termos de avanço e conhecimento. O que, realmente, atende a satisfação humana? Falta incrementar mais o tangível ou o intangível?
Curioso é que nos momentos finais de qualquer ser humano o discurso é sempre o mesmo. Era bom pai, bom amigo, uma pessoa de bem. Pouco se fala dos bens materiais acumulados, os tais tangíveis, por quem todos lutam incansavelmente para ostentar. Da Terra à Terra, do pó ao pó – isso para todos, indistintamente! Também é recomendado que sua alma descanse eternamente na Paz de Deus. Nesses momentos nada tem mais importância que os amigos, os familiares e as boas recordações deixadas por quem partiu. Qual é o valor do restante?


J R Ichihara
18/12/2016

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