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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Trump e o recado ao mundo
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Na contra-mão da grande potência


Depois de tomar posse como o 45º presidente dos Estados Unidos da América, nas cerimônias que ocorreram entre os dias 17 e 21 de janeiro de 2017, em meio a protestos e prisões de manifestantes, Donald Trump seguiu com as ações que preocupam outros países. Um dos primeiros atos foi assinar a retirada do seu país do acordo com os 12 países do Pacífico (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura, Estados Unidos e Vietnã), o conhecido TPP. O objetivo era reduzir barreiras comerciais diante dos crescimentos na Ásia.
Internamente ele promete a América para os americanos. Redução de impostos para as empresas e para a classe média, o que facilitará a criação de empregos. Além disso, reforçou a necessidade de investimentos na produção no país e não no exterior. O recado foi assimilado por montadoras como a Ford, que suspendeu o investimento que faria no México. Enfim, se isso vai atingir o objetivo da mão de obra desempregada só o tempo mostrará. Chegou até a afirmar que quer obrigar a Apple, a conhecida empresa de tecnologia de ponta, a fabricar nos Estados Unidos.
Desde a campanha eleitoral a posição dele era muito clara: primeiro os americanos, depois o resto do mundo. À parte a discordância de muitos, deve-se levar em consideração que esta é a bandeira de luta do homem mais poderoso do mundo. Se os parceiros comerciais terão fôlego para continuar negociando com os Estados Unidos, nas condições que ele pretende impor, são outros quinhentos. Nem tudo que é bom para o Tio Sam serve para o resto do planeta.
Algumas opiniões sobre as declarações de Trump o comparam a Hitler, o tirano nazista que levantou a autoestima do povo alemão numa forte recessão, há mais de 70 anos. Os judeus dele seriam os imigrantes? Ou os indesejáveis mexicanos que ele pretende barrar a entrada construindo um muro bem alto? Quem sabe os terroristas do fundamentalismo islâmico? Mentira ou verdade, mas a Casa Branca suspendeu a publicação em espanhol na web. Isso não é motivo suficiente para taxá-lo como um Hitler do século XXI, mas com esta arrogante superioridade...
Os registros históricos mostram como os impérios atingiram o apogeu e caíram ao longo dos séculos. Os castelos e as fortalezas construídas tinham o objetivo de proteger, assim como impedir a entrada de estranhos nos domínios territoriais. Havia uma preocupação de preservar e manter em segredo o conhecimento cientifico e o bem-estar, como uma riqueza que não poderia ser compartilhada com o mundo externo, o que na visão globalizada significaria o isolamento da realidade e a perda de competitividade. Será que é isso que o Donald Trump está fazendo?
Sabe-se que os Estados Unidos são uma exceção dentre as potências milenares que o mundo conheceu. Egito, França, Espanha, Inglaterra, Portugal, Grécia, Itália e outros mais são países muito antigos. Todos já foram importantes e tiveram o seu apogeu na História da Humanidade. A própria China, uma cultura milenar, hoje uma ameaça ao poder econômico dos Estados Unidos, foi o berço de muitas invenções revolucionárias como o papel, a pólvora, a bússola, o sismógrafo, o papel-moeda, a tipografia. Adiantou se isolar com a grande muralha?
Todos no Brasil conhecem um velho ditado usado nos tempos de crise: se a farinha é pouca, o meu pirão primeiro! Isso, na verdade, é a forma simplificada para entender o comportamento do ser humano diante da sobrevivência, da situação crítica, da emergência. Só que num mundo globalizado o individualismo pode não funcionar como se espera. Baixar os custos de produção onde os salários são mais altos? Vender mais com os preços maiores? Este é o verdadeiro e irreconhecível neoliberalismo? Bom... Trump diz ao mundo para que veio!


J R Ichihara
24/01/2017

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