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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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O caminho do funil
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quantos estão olhando para isso?


A segunda década do século XXI ainda espalha muita apreensão no mundo pela crise econômica que persiste desde o final de 2008. O que antes parecia uma fortaleza de prosperidade, revelou-se como um castelo de papel, de pouca consistência, uma riqueza virtual que chegou a dominar o novo modelo de gestão. Certa vez, quando ainda era vivo, o empresário Antônio Ermírio de Moraes, líder do Grupo Votorantim, questionou como uma empresa que não possuía instalação alguma de produção poderia valer tanto no pregão da bolsa. Será que ele estava certo?
O tempo passou e o velho jeito de administrar os negócios foi superado pelas inovações que imprimiram mais velocidade na forma de atuação das empresas. Instalações físicas agora pouco representam para agregar valor ao produto final, segundo as ideias revolucionárias comprovadas pelos jovens gênios do mundo globalizado. Um tempo muito diferente daquele onde viveu e prosperou a turma do Ermírio de Moraes. Afinal, um produto extremamente vendável não precisa ser manufaturado ou resultado de um processo fabril convencional. Por que não?
Certo ou errado, assim como dando o devido desconto pela evolução natural do mundo, a geração de emprego e renda que tanto falam as autoridades, nos diversos países, está cada vez mais difícil. Industrialização, atividade extrativista e outras formas de absorver mão de obra, infelizmente, não oferecem muitas oportunidades como nos velhos tempos. A automação, assim como a mecanização largamente empregada, dispensa a necessidade de muitas pessoas para a realização das tarefas. Talvez a única exceção, aqui no Brasil, ainda seja a construção civil.
Mas a necessidade apenas muda de acordo com a atividade, segundo os especialistas. Portanto, o robô que substitui o operário convencional precisa ser programado, monitorado e continuamente checado quanto ao funcionamento. Daí o fato do ser humano ainda não ser dispensável. A qualificação agora exige outros conhecimentos. Previsões catastróficas, porém, falam do fim de algumas profissões. Entre elas o caixa de banco, recepcionista e motorista, para ficar apenas nas mais simples. O advogado também seria dispensável nas consultas jurídicas.
Qual seria, então, a fórmula para gerar emprego e renda para milhões de pessoas que estão desempregadas, além das que estão chegando ao mercado de trabalho e precisam de uma oportunidade? O cenário aqui é muito preocupante porque o governo federal, o maior contratador de obras de infraestrutura, decidiu congelar os investimentos por 20 anos. Onde esses desempregados vão conseguir uma recolocação? Para piorar a situação, os programas de qualificação de mão de obra do governo perderam a importância. Como vislumbrar uma saída?
Num mundo em constante mudanças, as pessoas precisam acompanhar não só o que está acontecendo, mas também se preparar para atender as necessidades do mercado de trabalho no futuro. Como fazer isso desempregado e com as contas para pagar? O caldeirão da exclusão social está com a temperatura elevada. Quem seria o responsável para evitar uma explosão com consequências de proporções incalculáveis? O governo? As empresas privadas? Os sindicatos? Ou a sociedade como um todo? Provavelmente a união de todos! Mas... Quando?!!!
Nessas horas, os ardorosos defensores do neoliberalismo, os que desejam o governo longe de qualquer atividade produtiva, não apresentam nenhuma solução aceitável. Por quê? Mais lamentável são as propostas para equilibrar os gastos públicos. Resumem-se a apertar ainda mais o pescoço do coitado do trabalhador. A população teme a transferência dos serviços públicos essenciais para a iniciativa privada porque esta só visa o lucro financeiro. Imaginem educação, saúde, Previdência e segurança nas mãos de quem só trabalha visando o dinheiro do usuário.


J R Ichihara
30/01/2017

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