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Jornalismo
 
Prisão não dá mais status, mas...
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Oferecem um arremedo de Justiça?


As prisões de personalidades de destaque no Brasil, atualmente, deixaram de elevar a estatura delas nas páginas da história do país. Quem se esqueceu dos tempos da Ditadura Militar, onde os “subversivos” cresciam aos olhos do povo descontente quando iam presos ou eram exilados? Naquela época, isso alimentava o romantismo da esquerda, alvoroçava a juventude inquieta e dava status de herói contestador ao condenado. A causa ganhava força a cada anúncio de que o regime passou a considerar algum intelectual formador de opinião indesejável ao sistema.
Por que a decepção da sociedade com alguns que já foram ícones contra o regime de opressão? Traíram os que acreditaram neles? Cometeram os mesmos erros dos poderosos do passado? Ou não mantiveram os ideais que atendem os interesses do povo? Com ou sem mudanças, a ida de alguém para a cadeia é sempre um assunto polêmico e divide opiniões quanto as decisões da Justiça. Prender os ex-governadores Cabral e Garotinho, do Rio de Janeiro, e o empresário Eike Batista, que já foi o homem mais rico de Brasil, não repercutiu como se esperava.
O que provoca discussões acirradas, seja na mídia contra ou a favor, é a atuação da Justiça com relação às denúncias que levam alguns à cadeia enquanto outros continuam soltos. Por quê? Será porque isso não dá mais status? Ou têm outros motivos para que as autoridades responsáveis pela integridade das leis ajam desta forma? Se os grandes empresários Marcelo Odebrecht, ex-presidente da maior empreiteira do país, e Eike Batista, dono das empresas do Grupo X, estão trancafiados por corrupção ativa... onde estão os corruptos passivos denunciados?
Se toda regra tem exceção, com a onda de prisões decorrentes da Operação Lava Jato não poderia ser diferente. Talvez um potencialmente preso seja valorizado quando for para a cadeia, o que está muito próximo de acontecer. Lula, ele mesmo! Provavelmente será um dos poucos que crescerá aos olhos de muitos. Pela segunda vez, caso o desejo do Dr. Sergio Moro se realize, o ex-presidente pode ser beneficiado por ser hóspede do xilindró. Os pobres devem ver isso como uma forma de impedimento preventivo da classe desfavorecida ter acesso aos direitos.
Éramos conhecidos mundialmente como um povo alegre, festivo, bem-humorado, capaz de fazer piada com uma situação difícil. Isso deixou de ser a nossa característica? Perdemos, conscientemente, esse estilo de vida ou fomos induzidos? Estamos nos transformando em pessoas amargas, de mal com a vida, sem esperanças e visivelmente intolerantes? Ou será que isso faz parte de interesses de um grupo que se beneficia da insatisfação popular? Até as marchinhas de carnaval e as músicas de protesto sumiram. Ah, elas ajudavam a vida valer a pena!
Infelizmente, a doutrinação do comportamento do nosso povo segue como planejado. Problemas administrativos, de Justiça, racial, social, religioso, com corrupção e outros mais todo país têm. O nosso diferencial era que, apesar de tudo isso, conseguíamos viver com alegria e otimismo. O que aconteceu com o nosso emocional? Quanta saudade dos artistas que extraíam boas sacadas nas situações difíceis. A seriedade deve prevalecer quando o momento assim exigir, claro, mas apenas ser ranzinza não significa nada. Os fatos estão aí para comprovar! Portanto...
No dia em que voltarmos a viver com alegria, apesar das coisas erradas que precisamos consertar, o mundo deixará de ser tão cinza como querem que vejamos. Alguém desrespeitou a lei? Faça-se a Justiça! O empresário subornou a autoridade? Cumpra-se a Lei! Qual é o problema? Deixar de se divertir por causa disso? Por que ser a palmatória do mundo se o Poder Público paga salários altíssimos para alguns fazerem isso? Eles que trabalhem e justifiquem o que pagamos! Somos os patrões! Qual é a lógica de se viver num revolto mar de fel por causa dos erros alheios?


J R Ichihara
02/02/2017

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