A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco | CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Jornalismo
 
Sem direito a tréguas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Perseguição implacável!


Como explicar que uma pessoa deseja a morte de outra somente porque discorda ideologicamente desta? E se isso partir de alguém que recebeu instruções e conhecimentos técnicos para salvar vidas? Parece estranho, mas foi o que aconteceu com a ex-primeira dama Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, quando deu entrada no Hospital Sírio-libanês, após sofrer um AVC. A que ponto chegamos! Um insensível médico postou aos amigos o procedimento que a levaria aos braços do capeta! Será que a política precisa mesmo disso? Quanto veneno!
Neste 03 de fevereiro, foi declarada a morte cerebral da Dona Marisa. O que normalmente acontece em seguida são manifestações de apoio, palavras de conforto e solidariedade, bem como mensagens de condolências à família. Lamentavelmente, o que se viu foram comemorações pela notícia, que passaram muito longe de serem tristes. Por que as pessoas apoiaram essas atitudes? O que esta senhora fez de tão grave para atrair tanto ódio de pessoas das quais nunca chegou perto? Como encontrar uma explicação convincente que justifique toda essa alegria?
O clima no Brasil anda tenso há muito tempo. Será que os representantes dos Três Poderes já avaliaram a real situação que estamos vivendo? Qual foi o saldo positivo depois de toda crise que o país mergulhou, da qual falam que já está saindo? O aumento do emprego? A redução da violência? O fim da corrupção? A imparcialidade da Justiça? Os fatos mostram que ainda tem muita lama para ser retirada na escavação da Operação Lava Jato. Mas o que a morte da Dona Marisa tem com isso? Só porque era a esposa do Lula? Ela nem exercia qualquer cargo!
Este tipo de comportamento assusta e preocupa quem norteia sua vida baseada nos princípios democráticos, onde o livre direito de escolha política, religiosa e tudo mais que a lei permite não pode ser motivo para uma condenação. Tal regime admite a discordância, mas comemorar a morte de quem não comunga com as suas ideias beira a irracionalidade. Se a causa de tanta violência e desmando, atualmente, é devido à baixa escolaridade do brasileiro... Por que um médico, que estudou tanto para se formar, agiu desta forma? É disso que o nosso país precisa?
Inquestionável o valor das redes sociais como um recurso eficiente para a divulgação dos acontecimentos. Muitos não sabem viver sem a conexão com o WhatsApp. À parte a sua utilidade benéfica, a mensagem do neurocirurgião Richam Faissal Ellakis, o que torceu pela ida da Dona Marisa para os braços do capeta, foi de uma desumanidade sem limites. Da mesma forma, a expectativa do procurador de Justiça de Minas Gerais, Romulo Paiva Filho, quando postou “Morre logo, peste! Quero abrir o meu champanhe”, revela quanta monstruosidade existe nas pessoas.
No meio deste imbróglio jurídico-político que envolveram o país, o cidadão está se habituando a digerir uns termos técnicos que não fazem sentido. Obstrução da Justiça é um deles. Lula não assumiu o cargo de ministro porque o STF, na pessoa do ministro Gilmar Mendes, entendeu que a nomeação tinha este objetivo. Para o caso de Moreira Franco, o critério não vale! Outro, muito empregado na atualidade, é a imparcialidade. Qualquer leigo apartidário questionaria esta premissa fundamental nos processos por aqui. Como o povo vai entender o que é Justiça?
Mas o ponto central desta polêmica toda é a morte da Dona Marisa. Foi muito cruel e desumano o que alguns postaram nas redes sociais. Como aceitar que a intolerância desrespeite a dor e o sofrimento dos que perderam um ente querido? Quem pensa e age desta maneira deveria conhecer a experiência que teve o escritor Dante Alighieri quando visitou o Inferno, o Purgatório e o Paraíso, ainda em vida, relatada no livro A Divina Comédia. Parece que apenas os valiosíssimos ensinos acadêmicos foram insuficientes para certos “doutores” entenderem o que é uma vida.


J R Ichihara
05/02/2017

Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: BIEV (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.