A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco | CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

 
Jornalismo
 
Confetes, serpentinas e DSTs
Por: Marlene A. Torrigo

Carnaval, para quem o curte, é festa, é descontração, é alegria. Quase todos os países tem seus dias de carnaval, sendo que no Brasil realiza-se a mais famosa festa de todas nos grandes centros urbanos. Pessoas de todas as partes do globo são atraídas pelo grandioso espetáculo do carnaval brasileiro, fascinando-se com as escolas de samba, com os trios elétricos, com os alegres e divertidos carnavais regionais e a alegria contagiante dos salões com suas inesquecíveis marchinhas de antigos carnavais," Oh jardineira porque estás tão triste..."
Infelizmente, será exatamente nesses dias ruidosos que médicos sanitaristas - especialistas em saúde pública e coletiva - preocupam-se e alertam para o aumento significativo de doenças infectocontagiosas, causadas por agentes biológicos como por exemplo vírus, bactérias ou parasitas, e doenças contagiosas, transmissíveis por contato direto ou indireto com indivíduos infectados.
Para muitos foliões a festa de Momo só termina no domingo e até lá muitos foliões inconsequentes serão infectados. Por quê? Pelos simples fato de perderem o controle da diversão, pelos excessos cometidos - muitos extrapolam em bebidas alcoólicas, perdendo a noção de bom senso - e ignorarem cuidados com a saúde, principalmente descuidarem-se quanto às DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), esquecidos que AIDS ainda não tem cura e que o uso de preservativo continua sendo a melhor prevenção.
A semana passada, em visita a uma colega de trabalho em unidade de doenças sexualmente transmissíveis, ela me relatou o caso de uma senhora de 66 anos, tratando-se de AIDS. Ela adquiriu HIV no carnaval retrasado e devido à imunidade baixa e intolerância gástrica ao coquetel medicamentoso, intercorrências comuns em idosos, seus males evoluem assustadoramente.
E quem já ouviu falar na Doença do Beijo? É uma doença infecciosa causada pelo vírus Epstein-Barr, transmitido pela saliva, sendo disseminada entre jovens, principalmente no carnaval em brincadeiras de quem beija mais. A doença causa febre, dor de garganta e aumento dos linfonodos. Menos mal, o quadro sintomático regride em duas semanas.
Também é no carnaval que milhares de pessoas viajam ignorando alertas sobre as áreas de risco. Despreocupadas, não se imunizam com vacinas. Especialmente idosos preferem fugir do rumor de Momo, destinando-se às cidades interioranas, consideradas as maiores áreas de risco da epidemia atualmente grassante no país, provocada pelo mosquito Aedes aegypt, causador de zika, dengue, chikungunya e febre amarela.
Lazer e diversão fazem bem para todos, mas não esqueçamos que o nosso corpo não possui peças sobressalentes e que estaremos predispostos a todo azarão de doenças, caso não nos cuidemos, porque, somos sim, fragilíssimos como cristal.

Comente este texto


Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: JZGe (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP sera enviado junto com a mensagem.