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Jornalismo
 
É preciso falar de amor!
Por: ALESSANDRA LELES ROCHA




Em um mundo tão estranho , quando o assunto são as relações humanas, falar sobre o AMOR se torna, portanto, cada vez mais necessário. Acredito mesmo que, só colocando a discussão na roda, conseguiremos romper os casulos e blindagens que temos construído, até certo ponto, inconscientemente. Falando, falando,... uma hora reencontraremos o caminho, o qual jamais deveríamos ter nos desviado.
Como toda boa e velha relação humana, o AMOR acontece com uma pitada generosa de fatos e conjunturas, internos e externos, alheios à nossa própria vontade. Foi, é e sempre será assim, um encantamento arrebatador que toma a vida de assalto e faz de duas pessoas reféns de um pedacinho de felicidade.
Longe de definições, descrições e conceitos idealizados. AMOR não é receita de bolo. Não tem que ser meloso, grudado, romântico, safado,... ou coisa que o valha; tem que ser AMOR para aqueles que o sentem na alma e, nada mais. Unanimidade, talvez, só uma eventual repetição de depoimentos espontâneos e coincidentes de quem já o experimentou, ao menos uma vez, nessa vida. Depois que ele nos “flecha”, então, cabe decidir entre permanecer ou fugir.
Mas, para isso, caros leitores, precisamos de nós mesmos. Sim. Para uma decisão tão pessoal e intransferível, precisamos de um bom dedo de prosa com o fundo da nossa própria alma. Nada de Whatsapp, Facebook e afins. Nada de intermediários reais ou virtuais; afinal, relações humanas pressupõem interações claras, objetivas e diretas. Olhos nos olhos e vamos ver o que o outro diz, faz, pensa, enfim... como reagiremos no frisson desse doce embate?
Entretidos pela contemporaneidade, a tendência dos seres humanos têm sido se deixarem levar pela idealização de tudo e de todos. A vida teima em conviver com milhares de “verdades” paralelas, que soam como um mar de felicidade e sucesso absolutos; quando, no fundo, sabemos muito bem que não é assim. Isso para as relações humanas é fatal. Aparências não fiam e nem sustentam a durabilidade das relações. Por isso, há tanta solidão rodeada de gente. Há tanta carência no mundo. Há tanta falta de AMOR.
Quando deixamos de nos conhecer, de aprofundar o nosso olhar para dentro da alma e nos questionar, em exercício diário, sobre nossos anseios, sonhos, desejos, medos,... Parece que nos aflige descobrir quem de fato nos habita. Desse modo, esquecemos de que isso precisa, também, ser estendido a quem nos rodeia. Então, vamos nos tornando individualistas. Insensíveis. Superficiais. Materialistas. Etc.etc.etc.
Ora, desse jeito, como AMAR? Como nos relacionar uns com os outros? Lentamente, permitimos que nosso inconsciente nos faça abdicar do prazer das relações humanas, de suas dores e alegrias contidas no pacote. E para isso, valem todos os subterfúgios emocionais, comportamentais, tecnológicos. Sim. A tecnologia tem dado uma nova roupagem as nossas relações e ressignificado nossas comunicações humanas, quando sabemos bem que há situações indizíveis, incapazes de serem construídas e constituídas, só, por palavras.
É nessa reflexão que precisamos centrar foco. Redescobrindo o nosso AMOR próprio que cuida e acalenta o nosso bem estar, a nossa sobrevivência diária, é que poderemos desnudar os nossos AMORES, a nossa capacidade de AMAR e nos relacionar de maneira intensa e plenamente humana. Afinal, qual é o toque que nos faz AMAR: das mãos ou das máquinas?
Somos humanos e toda hora é hora de AMAR. Basta permitir que todos os nossos sentidos biológicos se voltem para esse fim. Basta querer bem mais do que migalhas de sentimentos inertes. Basta querer algumas gotas de felicidade nesse turbilhão. AMOR não é perfeição. Nem completude. Nem solução. AMOR é AMOR; e isso, já é muita coisa. Então, AME! Agora, hoje, sempre! Em todas as línguas. Em todos os credos. Em todas as etnias.

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