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Jornalismo
 
O FUNDO DO POÇO
Por: Afonso e Silva

Cremos que as instituições brasileiras não têm mais para onde ir. Chegaram ao fundo do poço e, com elas, nos encontramos. O Brasil acabou. Ninguém acredita mais em nada. A começar pela justiça. A justiça escolhe quem pode ou não ser condenado. Onde já se viu um juiz do supremo tribunal federal (minúsculo mesmo) agir de um lado como intermediário, advogado e cúmplice do ladrão e, por outro, julgá-lo? Pois é isso que está a acontecer no caso de Gilmar Mendes e Aécio Neves. Até parece que a escolha de Gilmar Mendes para ser o relator de processos contra Aécio, foi feita pelo mesmo deus ILAÇÃO que colocou o Temer no governo. Não tem cabimento! E que me dizem do encontro às escondidas de Temer, Padilha e Moreira Franco com Gilmar de onde saiu a escolha da Dodge para substituir Janot? O país virou um grande circo. É uma vergonha deslavada! Porque será que apenas as pessoas que estão do lado do povo são punidas? O crime de Aécio é menos grave que o de Delcídio? E de Vaccari mais que o de Geddel ou Rocha Loures? De Lula mais que Sarney ou FHC? De Dilma maior que o do mordomo de filme de terror?

Sobre o congresso (minúsculo) cremos que nada mais há do que se falar. É um verdadeiro antro onde os planos são traçados para roubar e como se dará a distribuição dos frutos do roubo. Poucos são os parlamentares que se salvam. A maioria é comandada pelo chefe da quadrilha que articula tudo e, como bom jurista que é, fica na retaguarda para defender seus asseclas que, se por acaso, forem pegos com a boca na botija. Sorrateiramente o chefe jaburu engendra artifícios e consegue resolver tudo dentro da lei. Se essa não existe, o cretino crápula-monstro tem o poder negociar sua criação. Basta liberar a bolsa-ladrão que o parlamentar aprova o que ele quiser.

Agora, uma coisa tem que ser dita: chegamos onde estamos por culpa exclusivamente nossa. Somos os verdadeiros culpados pela situação em que o país se encontra. Tudo isso porque abdicamos do nosso direito de escrever nossa História e delegamos esse sagrado ofício aos carrascos que nos chicoteiam e nos mantém a pão e água.

Enquanto não trouxermos a política para o centro de nossas atenções, a tendência é afundar o país ainda mais. Relegar a política é tudo que os canalhas almejam do povo. Enquanto estivermos concentrando nossas energias e pensamentos discutindo futebol, novelas, carnaval, etc., em detrimento da política, não chegaremos a fazer desse país uma Nação. Não enxergamos esperança de futuro nenhuma se continuamos a priorizar o vazio, o nada, e, ao mesmo tempo, mantivermos os desígnios do povo nas mãos e bolsos dos excelentíssimos senhores ladrões. É bom lembrar que somos os responsáveis por colocar o Brasil onde está, mas só nós temos o poder de mudar. A caneta da mudança está em nossas mãos para começar a escrever a História da Nação brasileira. Vamos trocar o futebol pela política; o candidato pelo partido; o estádio pela escola; a novela pelo livro. O momento é propício e único. Já passou da hora de a sociedade engajar na construção de uma sociedade mais justa, humana, solidária e menos desigual.

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