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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Politica limpa é uma raridade
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O problema não é geográfico!


Basta surgir algo no cenário político brasileiro, que seja considerado uma anormalidade para a população, que logo vem à mente das pessoas como isso funciona no Primeiro Mundo. E como não poderia deixar de ser, logo citam os Estados Unidos, o verdadeiro exemplo de Justiça e espírito democrático que o planeta conhece e admira. Mas será que lá tudo é tão maravilhoso como pensam os subdesenvolvidos, quando muito emergentes, do Terceiro Mundo? A gravidade das denúncias contra Michel Temer seria tratada de outra forma pela Justiça ianque do Tio Sam?
Há 45 anos, um escândalo envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, ganhou os noticiários internacionais e foi considerado um marco na política americana. O episódio ficou conhecido como o Caso Watergate, devido ao nome do edifício onde ficava a sala do comitê da campanha eleitoral dos democratas. Integrantes da campanha do republicano invadiram a sala para grampear os telefones e usar as informações como chantagem. Curiosamente, mesmo com todas as denúncias, o presidente republicano foi reeleito. Americano também não sabe votar?
Considerando que as eleições de lá são diferentes das nossas, mas a seriedade é maior, o resultado surpreendeu? Reputação faz a diferença na escolha do presidente em terra brasilis e nos domínios dos ianques? Por essas e por outras que não podemos dizer que o nível de consciência na escolha dos dirigentes independe do fato do país ser do Primeiro Mundo ou dos Cafundó do Judas. Na realidade, de forma global, a política habita um mundo à parte. O que menos interessa, na maioria das vezes, é a reputação, a imagem... porque há outros interesses maiores.
Quem persistiu contra este escândalo e obrigou o presidente Nixon a renunciar, dois anos depois da reeleição? O povo? A Justiça? O partido Democrata? Pasmem... A mídia, na época chamada por nós de imprensa. Não fosse a perseverança de dois jornalistas do Washington Post, esta página da história americana seria virada com uma enorme mancha. Mas o que contribuiu para a credibilidade da imprensa de lá foi que a luta dos jornalistas ia ao encontro da vontade de muitas pessoas. Viu-se que usar o poder da mídia, em alguns casos, pode ser benéfico.
Mas em política tudo é possível, dizem os estudiosos do assunto. Com a renúncia de Nixon, assume o vice, Gerald Ford. Talvez para surpresa de muitos ao redor do mundo, ele concedeu perdão absoluto a Nixon por qualquer crime cometido como presidente. Este ato seria um exemplo de Justiça para os brasileiros? Ou isso serviria para desacreditar de vez em Justiça? Analisando os fatos, caberia um questionamento se comparado com o que temos vivido atualmente com a nossa política local. As gravações de Temer com Joesley são muito graves?
O mundo político, todos sabemos, não é para quem tem medo de assumir compromissos desgastantes. Ao contrário do que muitos pensam, talvez por causa do exagero de mordomias e facilidades pessoais, algumas tarefas são extremamente espinhosas. Muitos atos absolvem ou condenam pessoas que nunca chegaram nem perto dos parlamentares. Por outro lado, há uma redoma protetora que dificilmente expõe a vulnerabilidade de quem exerce um mandato – o tal do foro privilegiado. Mas ninguém é obrigado a concorrer a um cargo eleitoral público. Portanto...
Valeria a pena importar e adotar o modelo americano para julgar o comportamento de um presidente da República? Ou bastaria termos uma mídia que atuasse em sintonia com os interesses do povo? À parte a forma deles escolherem os candidatos ser diferente da nossa, tudo se resume à política. Podemos afirmar com admiração, o que é costumeiro entre os brasileiros, que eles praticam uma política Ficha Limpa, onde ninguém está acima da Lei? Talvez, para a decepção verde-amarela, política limpa seja uma raridade que ser humano algum verá na Terra.


J R Ichihara
19/07/2017

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