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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Juram que isso mudou?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Talvez nunca veremos por aqui


Cada dia mais violência nas nossas cidades exige das pessoas o clamor pela Justiça. Quem ainda se surpreende quando há vítimas das balas perdidas nas comunidades do Rio de Janeiro? Seja dentro das escolas, principalmente as públicas, nas ruas... em qualquer lugar onde haja um ajuntamento de pessoas, a faixa etária das vítimas é cada vez menor. E o que ouvimos dos pais, amigos e familiares dos que morrem de forma tão estúpida? Indiscutivelmente... Que seja feita a Justiça!!! Mas quantos casos chegam ao desfecho esperado pela população?
O descontrole chegou ao ponto que o inadmissível e o insuportável precisam expandir os seus limites? Quem vai devolver a tranquilidade, ou pelo menos a confiança, para uma população que não acredita em mais nada que esteja sob a responsabilidade da Segurança Pública? A ousadia do chamado crime organizado já chegou à estratosfera. Como impor um limite nisso e deixar tudo sob controle? As imagens mostradas pela mídia, que já tem programas específicos sobre a violência no país, deixam qualquer cidadão extremamente temeroso. Exposição é tudo!
Infelizmente, a resposta que a nossa Justiça deve ao contribuinte nunca vem da forma que satisfaça quem precisa dela. Parece até a velha mania de bater na mesma tecla, mas o que vem ao encontro dos anseios da população está longe de acontecer. Ainda não saímos da desconfiança de que a Justiça só funciona contra os pobres, os pretos, as prostitutas... e atualmente contra os petistas. Gostem ou não os da extrema direita, mas os exemplos não deixam nenhuma margem de dúvidas. Será que as balas perdidas só encontram pessoas dessas classes?
Mas tudo que está ruim pode piorar, segundo a crença dos pessimistas incuráveis. A luta agora também passou a ser dentro das corporações policiais (civil, militar e municipal) porque a corrupção não discrimina ninguém. Além de combater o inimigo externo – os criminosos declarados e autores dos atos violentos – o aparelhamento policial ainda tem a tarefa de investigar os próprios companheiros de farda que atuam em conluio com o crime organizado. Alguém desconhece a participação de policiais em atividades ilegais? Portanto, o inimigo é um gigante.
A mídia divulgou o caso do Breno Fernando Solo Borges, 37 anos, filho da desembargadora Tânia Garcia, presidente do Tribunal Regional Eleitoral e integrante do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Ele foi pego com 130 quilos de maconha, armas e munições, encontrava-se preso em uma penitenciária de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, mas está em tratamento psiquiátrico em uma clínica de Campo Grande, no mesmo estado. Fosse negro, pobre e não tivesse nenhum parente influente, estaria fora da cadeia? O caso revoltou muita gente, mas a decisão da Justiça prevaleceu.
Felizmente nem tudo está perdido. Não são todos os membros do Judiciário que concordam com esta prática quando se trata de pessoas diferenciadas. No caso do Breno, o juiz Idail de Toni Filho, da primeira instância, negou o pedido de habeas corpus porque a penitenciária oferece tratamento psiquiátrico aos internos. Mas a defesa recorreu ao Tribunal de Justiça, onde outro colega da desembargadora Tania, o juiz Ruy Celso Barbosa Florence, determinou que ele fosse transferido da prisão para uma clínica no estado. Então... Decisão judicial apenas se cumpre!
Sabe-se que as redes sociais, como todo e qualquer meio de comunicação, permitem boas e más intenções. Os exemplos estão aí para quem quiser analisar, estudar e propor melhorias para torná-las uma ferramenta utilíssima para todos. Mas o que ninguém pode ignorar é a sua eficácia quando se trata de velocidade na divulgação de notícias. Quantos casos omitidos pela mídia convencional, seja por qual motivo isso aconteça, rapidamente se espalha pelos blogs? A Justiça pode até contrariar os interesses da população quando beneficia seus protegidos, mas todos ficam sabendo no WhatsApp.


J R Ichihara
25/07/2017

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