Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco | CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Jornalismo
 
Diferença entre as más notícias das Coreias
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Se lá pode... por que cá não pode?


As más notícias que o mundo recebeu sobre as duas Coreias (do Norte e do Sul) tiveram repercussões diametralmente opostas. A prisão do empresário herdeiro da Samsung, um dos maiores conglomerados do mundo, por tentativa de suborno junto à presidente, também exonerada do cargo e presa, para facilitar uma fusão que interessava à empresa. Ambos podem ser condenados à prisão perpétua se o julgamento assim o decidir. Isso comprova que corrupção existe em qualquer lugar do mundo, mas na Coreia do Sul o tratamento é muito diferente do nosso.
No lado oposto, as imagens do foguete cruzando os céus do Japão, no suposto teste de mais uma arma de destruição poderosa, chocou o mundo e aumentou a irritação dos Estados Unidos com relação à Coreia do Norte. As frequentes demonstrações do poder militar bélico do ditador Kim Jong são vistas como um deboche à supremacia norte-americana no planeta. Para apimentar ainda mais o clima, o jovem líder norte-coreano ignora desafiadoramente o incômodo que causa ao vizinho do Sul e à China, que avisa que a situação não é jogo de computador.
Deixando de lado o ambiente tenso de guerra nuclear entre a Coreia do Norte e os aliados do Tio Sam, apesar disso preocupar o mundo todo, é importante analisar como a Coreia do Sul vê o problema da corrupção. Este país atingiu uma posição de destaque no ranking dos países mais desenvolvidos do mundo, ostentando marcas globais como LG, Samsung, Hyundai e Kia Motors, além de ser uma potência na indústria naval. Como eles saíram da pobreza para a situação atual? Aos brasileiros, que insistem em não saber, foi com a educação básica de qualidade em massa.
Um ponto interessante no caso da Samsung é que a empresa não foi banida nem seus funcionários perderam o emprego por causa da atitude do líder. Fazendo um parâmetro com as empresas nacionais, envolvidas na Operação Lava Jato, seria compará-la com a Odebrecht, que praticamente foi à bancarrota pela nossa Justiça. Mesmo na Petrobras que, apesar de ser estatal, representa uma boa fatia do PIB nacional, a atuação foi mais no sentido de vendê-la do que punir os infratores. Seria mais uma lição de como lidar com a corrupção sem quebrar as empresas?
Quando se analisa o cenário global, onde os competidores são mais bem preparados, além de sempre buscarem mais conhecimento em ciência e tecnologia, vemos como nossos dirigentes são retrógrados. A maioria dos empresários também não fica longe disso. Portanto, como criticar o jovem recém-formado que procura uma colocação no serviço público? Qual grande empresa privada no Brasil contrata engenheiros, geólogos, ambientalistas ou pessoas que contribuem para o desenvolvimento sustentável. Então... Para quê formar esses profissionais?
O conhecimento tornou-se um bem socializado com o advento da internet. Com isso, a exclusividade de acesso ao saber, outrora privilégio dos mais ricos, diminuiu o fosso que separa os candidatos aos melhores empregos, onde a qualificação é o grande diferencial. Mas a igualdade de oportunidades tão desejada por todos ainda está muito longe de ser comemorada. Diminuir não significa eliminar – a distância que separa as pessoas é quilométrica. O sonho de muitos pode virar um pesadelo porque o nosso governo federal tem a intenção de privatizar todo ensino público.
Sob mísseis lançados pelo lado Norte, ou vendo a condenação de quem quer levar vantagem nos negócios apelando para a corrupção, no lado Sul, as pessoas sonham com dias melhores. Por que não? Se Kim Jong submete o seu povo, impunemente, à fome e à miséria, em troca de poder militar, Park Geun-Hye, a ex-presidente sul-coreana, apesar dos investimentos em educação e demais serviços, não pôde colocar seus caprichos pessoais acima dos interesses do povo. O chefão da Samsung, Jay Y. Lee, também sentiu na pele as garras da Lei do seu país.


J R Ichihara
31/08/2017

Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: QUUC (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.