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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Búzios e suas previsões
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Se não vai aumentar o poder de poucos... Alguém precisa explicar!


Tradicionalmente, na virada do ano, a mídia exibe as previsões do próximo ano sobre vários assuntos. As informações vêm de especialistas nas mais diversas atividades, assim como dos que possuem a capacidade de ler e interpretar o que dizem os búzios. Claro que isso, por si só, não decide por qual caminho a maioria vai optar, mas alguns fazem questão de acompanhar os acontecimentos e comparar com as profecias espontâneas, antes do novo ano começar. Para alegria ou decepção de muitos, principalmente dos crentes incuráveis, bola de cristal pode errar.
Provavelmente a maioria deseja – por uns momentos a corrupção perdeu o posto de prioridade – que o próximo ano seja generoso na oferta de empregos. A crise que se instalou no Brasil devolveu os milhões, orgulhosamente exibidos pela gestão petista, à pobreza, a fome e à miséria. Foi aproveitando essa carona que os reformistas, apoiados pelas empresas privadas, se fortaleceram convencendo a população que só com essas medidas os patrões voltariam a contratar. O que passa a valer a partir deste 11/11/17 só poderá ser avaliado após algum tempo.
No auge da autoconfiança, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que o “maior vencedor da reforma trabalhista” é o trabalhador. Também falou que “aquele empregador que tenha juízo não vai correr o risco em ter em seu ambiente de trabalho um trabalhador prestando serviço sem a devida formalização”. Alguém desconhece que isso ocorria, mesmo com tanta facilidade e o acesso do trabalhador à Justiça do Trabalho? O que se espera, além do otimismo exagerado dos reformistas, é que a prática comprove o que a teoria bem-intencionada prega.
O ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra, apoiou as mudanças na CLT porque considera que, deste modo, evitam-se as “aventuras jurídicas” que entulham as Varas do Trabalho regionais. Como o perdedor arcará com as custas do processo, os reclamantes e os advogados destes pensarão duas vezes antes de ajuizar uma causa trabalhista. Quem pensava que o papel da Justiça é defender e garantir os interesses dos mais fracos... Desconhecia que o patrão é desprotegido pela lei. O fato é que o lado mais fraco vai ser engolido, com ou sem razão.
Inquestionável a explanação do ministro Ronaldo Nogueira sobre os direitos sagrados dos trabalhadores que foram preservados – é o mínimo que deveria ser mantido. A zona cinzenta que precisa ser esclarecida só vai entrar em cena quando surgirem os primeiros questionamentos. Se não há vagas para mais de 13 milhões de pessoas, fica difícil acreditar que uma simples reforma, que só facilita a vida do empresário, de repente, vai gerar o dobro de postos de trabalho. Aos que propuseram tantas melhoras... Isso vai se aplicar aos privilegiados da alta cúpula no país?
Como as opiniões convergem e divergem ao sabor da individualidade, uma simples pergunta desmontaria todas as convicções dos que aprovaram as reformas trabalhistas. Eles receberão apenas pelas horas dedicadas no local de trabalho? Perderão os recessos e as férias bem diferentes do trabalhador comum? Ou pimenta só é refresco nos olhos alheios? Como patrões não poderíamos negociar diretamente com os servidores que ganham fortunas e gozam de privilégios inimagináveis aos simples celetistas? Mas como o tempo cura todo mal... Aguardemos.
Soube-se que o presidente Temer se baseou na reforma trabalhista da Espanha para desenhar o nosso modelo. Quem analisou os efeitos dessas medidas naquele país? Até onde se sabe nada melhorou para quem precisa de emprego. Os fatos mostram que, depois de cinco anos de implantação, as vagas não se multiplicaram, além do que salário e as condições de trabalho mudaram para pior. Por que os nossos iluminados parlamentares e ministros acham que o empresário brasileiro é “tão bonzinho” que agirá diametralmente oposto dos espanhóis? Mas...


J R Ichihara
11/11/2017

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