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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Neoliberal se importa com o Natal?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Pobreza nunca gerou prosperidade!


Quem se emociona com a melodia do bate o sino pequenino, sino de Belém, a canção mais tocada nesta época natalina, precisa lembrar que não há comemoração desta data para o neoliberal incurável. Demonstrar caridade com os excluídos e moradores de rua não faz parte da cartilha da turma que prioriza somente no lucro, nada mais do que isso, em qualquer que seja o motivo de comemoração popular. O importante é lucrar, independentemente de crença religiosa ou preferência político-partidária. Solidariedade e compaixão é para os perdedores. Portanto...
Mas nem todos neste planeta são abastados. Aliás, a maior parte da população está muito abaixo da opulência e fartura exibida pelos ricos. Então o espírito natalino reacende de forma visível entre as pessoas. Não apenas na ceia ou no presente, mas nos gestos de amor aos desassistidos e abandonados à própria sorte. Até a mídia, reconhecidamente adepta de mostrar um mundo de ilusão, onde tudo é maravilhoso, dedica alguns momentos de atenção aos pobres desprezados pela humanidade. Querendo ou não, a influência de Jesus Cristo ainda é muito forte.
Diz-se que esta tradição surgiu numa região onde há neve, portanto muito diferente do clima tropical dominante no Brasil. Por que então a tentativa de imitar o cenário de um ambiente frio? Este é o lado neoliberal da festividade, com o objetivo único de vender presentes através da figura lendária do Papai Noel e seu trenó puxado pelas renas voadoras. O outro símbolo natalino, o presépio que representa o nascimento do Menino Deus, aos poucos deixado em segundo plano, não poderia estar situado num local coberto de neve. O apelo comercial venceu a esperança!
O mundo neoliberal está se lixando para a fé, a esperança e a caridade. Desde que o faturamento nas vendas supere o do ano anterior, o resto é detalhe. Afinal, pobre e morador de rua sempre existirão, da mesma forma que os acometidos de doenças que não conseguem um tratamento decente na rede pública. Seria o Natal o momento de ver este problema crônico de outra maneira? Ou o pouco de atenção dispensado seria apenas um paliativo que nada acrescentaria aos que recebem esta pequena, mas significativa, ajuda? Alguém se importa?
Se distribuir a riqueza só faz aumentar a pobreza, na visão do neoliberal convicto, o que vemos acontecer com o aumento da concentração da riqueza no Brasil e no mundo? Caso os fatos mostrados não estejam mentindo, a fome, a miséria, o ódio, a guerra e outros sofrimentos humanos podem ter origem no fosso da desigualdade que aumentou de forma preocupante. Mas a teoria capitalista insiste que mesmo com tanta discrepância entre os semelhantes, este regime é o mais justo socialmente. Tudo depende da competência individual para melhorar de vida!
Ironicamente vemos alguns ocupantes de cargos públicos importantes, a maioria envolvida em denúncias por esquemas de corrupção, desejarem Feliz Natal para os contribuintes massacrados por eles. Se não é cinismo ou falta de vergonha na cara, ainda relacionam seus grandes feitos, apesar da crise financeira que atravessa o país, assim como os esforços e a dedicação para atenderem às necessidades da população. Será que alguém ainda acredita em tanta enganação? Muitos servidores nem receberam o décimo terceiro salário! Que Infeliz Natal!
Por ser um acontecimento de alcance considerável no mundo – poucos países não comemoram o Natal – as pessoas são atingidas pelo espírito natalino, em maior ou menor intensidade. Diante da ambição desenfreada e da indiferença com o sofrimento alheio, cada desamparado pela Justiça dos homens tenta valorizar o verdadeiro espírito natalino. A desesperança é tanta que muitos acreditam que a única maneira de amenizar as injustiças sociais impostas pelos poderosos será pela Justiça das Leis de Deus. Todos merecem um Feliz Natal!


J R Ichihara
26/12/2017

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