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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Participação coletiva é fundamental
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quantos arriscam a vida a troco de nada?


Os momentos de festa e alegria já são águas passadas. A dura realidade é a que existia até o final do ano que se encerrou. Somente porque a última folhinha do calendário foi arrancada não significa que a situação mudou da água para o vinho. Os milhões de desempregados continuam sem muitas ofertas, as escolas vão minguar por causa dos cortes de verba, os hospitais públicos nem se emocionaram com o show pirotécnico de Copacabana – enfim, nada mudou radicalmente só porque estamos em 2018. Na batalha dos excluídos não tem espaço para tréguas.
Mas o fato de recomeçar a luta por dias melhores para todos, com ânimo redobrado, pode significar resultados mais animadores que os obtidos no ano passado. Mesmo com o anúncio de veto para o recurso extra de R$ 1,5 bilhão para o Fundo de Manutenção para o Ensino Básico, aprovado pelo Congresso, mas com a destinação de R$ 1,7 bilhão para financiar campanhas eleitorais, ninguém deve desistir de questionar. Este seria o papel mais importante do contribuinte que precisa saber para onde vão os recursos arrecadados. Exigir transparência do governo nisso.
A mídia divulgou que o orçamento aprovado para o ano de 2018 é de R$ 3,5 trilhões. Infelizmente, no mesmo artigo, não ficou claro quais valores serão destinados aos Três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), mas certamente os parlamentares ficarão com a maior fatia na distribuição. Isso é difícil de entender, muito menos de aceitar, pois esse Poder não faz nenhuma gestão dos serviços essenciais básicos como educação, saúde e segurança, que são atividades públicas indispensáveis para os de baixa renda. Qual seria a explicação para isso?
Todos viram nos noticiários, em cadeia nacional, o clima de insegurança e terror no Rio Grande do Norte, pela ausência de policiamento nas ruas da capital e de algumas cidades de maior porte no interior. O motivo? Falta de pagamento e condições mínimas de trabalho nas corporações. Veículos, armamento e outros equipamentos necessários para o desempenho da atividade, sabidamente de alto risco, inoperantes e obsoletos... como exigir qualidade assim? O aquartelamento das tropas, que já dura quase três semanas, já mostrou o resultado da violência.
Por outro lado, para mostrar como há dois Brasis, uma informação veiculada há alguns dias dizia que as pessoas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro receberiam um bônus para o Natal de 2016, no valor de R$ 2 mil, o auxílio-peru, enquanto 221. 604 servidores e aposentados, do mesmo estado, ainda aguardavam o pagamento do salário de setembro do mesmo ano. Como entender o que os gestores públicos fazem com o dinheiro de todos? Por que a Justiça é a primeira a dar o mau exemplo? Quem aceita um tratamento desses sendo empregado do mesmo patrão?
Curioso é que o Tribunal de Justiça do RN considerou ilegal a paralisação dos policiais, que não recebem salário, e determinou a prisão dos participantes da ativa e da reserva que incentivem ou apoiem o movimento. Será que o pessoal do TJRN também recebeu o tal auxílio-peru? A população que sofre as consequências disso sequer ouviram algum pronunciamento do governador do estado. Por isso, mais uma vez, o governo federal enviou 2,8 mil integrantes das Forças Armadas para garantir a segurança da população no estado. Quem trabalha quer receber!
Quando o perigo se materializa poucos têm a preocupação de questionar o custo de uma operação mobilizando 2,8 mil pessoas. Será que isso é melhor do que pagar os salários de novembro, dezembro e décimo terceiro dos policias grevistas? O custo para manter esse pessoal compensa, dada a situação de penúria alegada pelo governo federal? Mesmo que a segurança volte aos níveis aceitáveis, como ficam os que não receberam os salários atrasados e ainda serão presos? Por que não há Justiça contra essas situações? Por isso que a luta do povo não tem fim!


J R Ichihara
03/01/2018

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