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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Regras novas para o novo ano?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Regras novas para o novo ano?


Talvez os amantes de comemorações festivas, aqueles que já estão com a cabeça no carnaval, não se importaram muito com as notícias que veicularam logo nos primeiros dias de 2018. A mudança de cadeiras nos Ministérios do governo Temer é normal por causa da reeleição da maioria que compõe a sua equipe. Tudo por causa da conhecida desincompatibilização exigida pelas regras do processo eleitoral do nosso país. Mas por que o cidadão sedento de Justiça, o que vai às ruas se manifestar, não questionou a indicação de algumas pessoas que assumiram?
Que a nossa classe parlamentar usa e abusa do poder, totalmente protegida pelo tal “Foro Privilegiado”, todo brasileiro sabe. Também já ficou comprovado que o STF, a instância máxima da nossa Justiça, nada pode fazer contra deputados, senadores e ministros, a não ser em caso de flagrante delito. Resumindo, esse pessoal do Legislativo é “imexível”, para usar um termo criado pelo ex-ministro do Trabalho e da Previdência, Antônio Rogério Magri, no governo Collor. Aos insatisfeitos com tanta impunidade resta a manifestação via urna nas próximas eleições. Então...
Os antipetistas lembram por que o ex-presidente Lula não assumiu um ministério no governo Dilma? Para os que sofrem de falhas na memória, o ministro Gilmar Mendes, o mandachuva do país, mostrou à sociedade que, com a enxurrada de denúncias contra o indicado, ele não poderia ser empossado. Aos adeptos da imparcialidade, a nova ministra do Trabalho, a deputada Cristiane Brasil, já foi condenada a pagar dívidas na Justiça do Trabalho. Agora pode? Enquanto a população gostar de Justiça que só funciona contra os desafetos... haverá injustiça!
Mas o novo ano também traz outras novidades. Alguém lembra por que a ex-presidenta Dilma foi afastada do cargo? Apesar de todos que votaram a favor só falarem em corrupção, o motivo tecnicamente legal foram as tais “pedaladas fiscais”. Grosso modo, algo como desobedecer a Lei de Responsabilidade Fiscal. Agora, o presidente Temer, com o apoio do Congresso, quer mudar a eficiente lei que condenou a antecessora dele. Com certeza não será para aumentar o rigor desta lei, mas para abranda-la e permitir que ele possa se defender de futuras acusações.
Será que o governo Temer ficará conhecido como “reformador”? Quem sabe “intocável”? Os seus defensores têm tanta certeza do seu bom relacionamento com o Congresso que antecipam as vitórias sobre as propostas encaminhadas àquela Casa. Mas o contribuinte sabe a que preço isso está acontecendo. A ousadia é tanta que o ministro chefe da Secretaria de Governo, deputado Carlos Marun, deu a entender que a liberação dos recursos, via Caixa Econômica Federal, dependem do apoio à Reforma Previdenciária. Isso não é uma forma de chantagear?
Infelizmente os Três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), apesar da insatisfação popular, estão se lixando para a opinião pública. Servidores públicos não recebem os salários e fica por isso mesmo. Por outro lado, os deputados estaduais do Amapá, um estado que pouco contribui para o PIB do país, aprovaram o auxílio-paletó no valor de R$ 25 mil para cada parlamentar. O argumento que fundamentou esse absurdo é que o representante possa usufruir de um “vestuário condigno”. Como alguém ainda pode alegar que faltam recursos neste país?
Diante de tanto escândalo e abuso patrocinados pelos que ocupam cargos que deveriam zelar pelos recursos públicos, o que resta ao contribuinte para fazer valer seus direitos? Parece que os responsáveis pela manutenção da ordem, da Justiça e do respeito com o dinheiro arrecadado de todos ainda não perceberam que a população não está nada satisfeita com o que vê. O que acontecerá quando a paciência se esgotar? Como conter uma horda desesperada pela indiferença das autoridades? Para o bom entendedor, os sinais da violência estão se mostrando.


J R Ichihara
07/01/2018

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