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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Cadê a saída de emergência?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Talvez mais um típico projeto de poder


Será que os mentores intelectuais do golpe que tirou a presidenta Dilma do comando do país pensaram numa saída para a crise? Até o momento, a população só toma conhecimento de “apertos” nos investimentos públicos e aumento de tributação por parte do governo. O mais inexplicável, entretanto, é a matemática federal onde, apesar de todos os aumentos de combustíveis, os aliados dos golpistas anunciam queda na inflação. Isso, provavelmente, comprova a tese de que quem controla as informações pode tudo – não precisa dar satisfação.
Há pouco tempo a mídia usou a abusou de imagens sobre a insatisfação do povo de São Paulo, considerado o espelho da consciência nacional, por causa do aumento de R$0,20 no preço do transporte público. Como a gestão federal era petista, logicamente contrária a todos os interesses da nação, o fato ganhou proporções consideráveis. Era uma questão de honra tirar esses corruptos do poder, livrar o país do caos, voltar à normalidade. Agora, sob uma gestão que se comprometeu varrer a corrupção e os desmandos da vida brasileira, ninguém reclama mais.
Todos souberam que uma das primeiras medidas do governo Temer foi congelar os investimentos públicos por 20 anos. Não chegou ao conhecimento público como se definiu este período, mas pode-se simular os efeitos disso sem muita exigência de raciocínio. Com o aumento de várias tarifas e congelamento de salários, além do corte de verbas nos serviços essenciais básicos, a lógica é que sobra muito dinheiro para a farra dos parlamentares e membros do Judiciário. Os do andar de baixo só servem para pagar as contas daqueles do andar de cima.
Quem já viu alguns filmes onde a revolta do povo levou a uma fúria incontrolável contra os dirigentes, os ditadores ou qualquer tirano que o escravizava? A situação atual no Brasil está muito parecida. Sem ter a quem recorrer, pelos meios civilizados e legais, talvez a paciência e a tolerância estejam no limite. O descaramento e a ousadia chegaram a um nível que muitos estão pouco ligando para a opinião pública. Fazem e desfazem como se não precisassem dar qualquer satisfação ao povo, muito menos aos inoperantes órgãos fiscalizadores – o estopim foi aceso?
Sempre ouvimos que o nosso povo é pacato e passivo contra os desmandos e a impunidade no país. Mas será que isso nunca muda? Dia desses a mídia divulgou que o todo-poderoso ministro Gilmar Mendes teve uma recepção indesejada na saída de uma aula que foi ministrar em São Paulo. Ele pode ser até intocável pelas leis do país, mas totalmente vulnerável nos espaços públicos onde a população indignada tem livre acesso. Se isso não é um sinal de que a paciência do povo está se esgotando... serve de alerta para o que pode acontecer por aqui.
O contribuinte brasileiro, principalmente aquele de baixa renda, tem consciência que paga muito imposto sem receber qualquer benefício em troca. Já os esclarecidos da classe média, os pobres coitados que se acham ricos, tentam viver acima de suas possibilidades financeiras. Estes reclamam que sustentam os desassistidos, bancando programas sociais como o Bolsa Família, mas são incapazes de protestar contra os salários abusivos dos parlamentares e magistrados aposentados e da ativa. Por que? Mas a solução está em mudar para Miami ou Lisboa. Então...
Infelizmente nem o governo nem o povo sabem como sair da enrascada que resolveram colocar o país. A classe empresarial, os ferrenhos neoliberais, dificilmente tira um tostão furado do bolso para investir. Da mesma forma, os grupos multinacionais, os endeusados geradores de emprego e renda, exigem isenções, infraestrutura e todo tipo de facilidades para se instalarem em Terra Brasilis, mas levantam os acampamentos ao menor sinal da possibilidade de lucrar menos. Ou seja, o corte nos investimentos públicos determina o estado de letargia da iniciativa privada.


J R Ichihara
10/01/2018

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