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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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A próxima etapa?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Dependendo da crença pessoal...


A presença do presidente Temer no programa domingueiro do apresentador Silvio Santos, no último fim de semana, dividiu opiniões entre a população. O motivo foi para convencer os resistentes à aprovação da Reforma Previdenciária que tramita no Congresso Nacional. Além disso, ele também deu uma entrevista na Rádio Bandeirantes, onde o assunto foi o mesmo. É o foco do momento de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Mais uma vez ele falou que essas medidas são para eliminar as desigualdades entre o setor público e o privado. Conseguiu o que queria?
Entre risos do apresentador e as explicações didáticas do convidado, o trabalhador que não goza de privilégios tem motivos para se sentir seguro quanto ao futuro? O ideal seria uma mesa redonda onde os especialistas a favor e os contra debatessem para o público ouvir os dois lados. Por que isso não acontece? Enquanto ficarmos ouvindo opiniões isoladas das partes, sem confronto de argumentos, ficaremos nesse chove e não molha. Dizer tudo que acha sem questionamentos é fácil. Esclarecedor seria responder a quem discorda de algumas mudanças.
Como o governo tem muita certeza que a Reforma será aprovada já trabalha no que seria o passo seguinte para reduzir o problema de caixa. Os jornais divulgam que os projetos para as privatizações estão em andamento. Envolvendo várias atividades como aeroportos, energia, ferrovias, rodovias, serviços públicos, iluminação pública, saneamento, turismo e eventos, parques e mobilidade urbana, atingem um total de 75 no governo federal, 104 no estadual e 59 no municipal. Novamente as opiniões divergem gerando agressões e ofensas entre a população.
O povo brasileiro já viu um programa de privatização no governo FHC. A operação ganhou aplausos, mas também muitas críticas. Um dos maiores questionamentos foi o valor de venda da Vale e das Telecomunicações. Além disso, naquela época, como agora, o objetivo era pagar dívidas com a arrecadação e diminuir a despesa com a folha salarial. Pelo visto, não houve nenhum dos dois. Também chegou ao conhecimento do contribuinte que o dinheiro usado nas aquisições foi público. Isso, no linguajar popular, é o que se chama de negócio de pai para filho.
Sempre ouvimos de várias pessoas, algumas até consideradas esclarecidas e patriotas, que todas as estatais deveriam ser privatizadas. Isso, na opinião delas, seria o único remédio para acabar com a corrupção e com o cabide de emprego que só favorece os políticos. Por que, em nenhum momento, elas pensam que se uma empresa dá lucro, apesar de ser mal administrada, pode se tornar eficiente? A única saída é vender não importando se ela é estratégica para o país? Se investimos para garantir soberania em energia... Qual a justificativa para vender a Eletrobras?
Talvez o nosso povo esclarecido, especialmente os fãs do modelo norte-americano de gestão, não perceberam o que está acontecendo no mundo. O presidente Trump, um legítimo empresário dos Estados Unidos, priorizou a produção local e as empresas que investem lá. Isso não é uma forma de protecionismo? Se ele, que governa o país mais poderoso do mundo, age desta forma, movido pelas circunstâncias, o que nos induz a fazer tudo diferente por aqui? O Reino Unido, segundo informações, está reavaliando as privatizações que fizeram por lá. Mas nós...
Muitos brasileiros odeiam a nossa Petrobras. Para eles trata-se de um antro de corruptos e deve ser privatizada urgentemente. Sem separar o joio do trigo, concluem que estaríamos melhor sem ela. Curioso é que algumas grandes empresas de petróleo e gás do mundo são estatais. Exemplos? A Saudi Aramco (Arábia Saudita), a NIOC (Irã), a KPC (Kuwait), a ADNOC (Abu Dhabi), a Gazprom (Rússia), a CNPC (China), a PDVSA (Venezuela), a Statoil (Noruega). Será que os cidadãos desses países querem que os seus governantes privatizem essas empresas?


J R Ichihara
30/01/2018

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