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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Irresponsabilidade, deboche, arrogância: ingredientes da revolta popular?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Uma hora a casa cai!


A cada notícia de algo ruim, principalmente de casos que prejudicam o dia a dia da população, o brasileiro comum se pergunta a quem atribuir a responsabilidade sobre os acontecimentos. O que ocorreu com o Eixão de Brasília nesta quarta-feira (07/02/18) é apenas mais uma mostra de que o azar é de quem foi atingido direta ou indiretamente por isso. Segundo a mídia veiculou, o TCU havia recomendado providências, desde 2012, no sentido de prevenir a queda da estrutura que já se encontrava comprometida. Alguém sabe por que isso não aconteceu?
Tornou-se comum tomar medidas tardias, aquilo que confirma o ditado que diz “colocar a tranca na porta depois que a casa foi arrombada”, como se isso demonstrasse seriedade com a segurança das pessoas. O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, exonerou o diretor do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Henrique Luduvice. O projetista e calculista da obra, Bruno Contarini, de 84 anos, e a presidente do CREA, Fátima Có, estiveram no local. O projetista acha possível a recuperação, mas a representante do CREA recomendou a demolição.
Quando ocorre um acidente desses é comum ouvir opiniões diversas mesmo dos que não têm conhecimento técnico sobre o assunto. Não chegou ao conhecimento público porque não atenderam a recomendação do TCU, muito menos se havia manutenção preventiva da estrutura construída há mais de 50 anos. Será que o diretor do DER foi o único responsável? Quem deveria zelar por este patrimônio público? Segundo informações da mídia, o projetista até chorou ao ver o que aconteceu. Qual a responsabilidade dele por um acidente ocorrido depois de tanto tempo?
O Brasil está se tornando um país onde ninguém é responsabilizado por nada. E se alguém tivesse morrido por causa da queda deste viaduto? A população vê com desconfiança a atuação das autoridades que deveriam transmitir segurança coletiva às pessoas. Chegou ao conhecimento dos brasileiros que a Samarco, aquela que provocou uma inundação de lama em Minas Gerais, nada fez para resolver o problema de quem foi prejudicado - e a Justiça também não. O que dizer sobre as famílias dos que morrem pelas balas perdidas da nossa guerra urbana?
Mas uma das maiores revoltas do cidadão é quando uma autoridade beneficiada irregularmente ainda vem à público falar com arrogância e deboche sobre o assunto. Quando perguntado sobre o auxílio-moradia, o novo presidente do STJ-SP o desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças disse que o valor é pouco. Afirmou que recebe porque é previsto na lei da magistratura nacional, ponto. Confirmou ainda que tem vários imóveis. Outro membro do Judiciário
disse que o auxílio-moradia é justo porque um juiz estuda muito. Como fica o resto da população?
Ironicamente quando o direito constitucional é para atender o mais pobre, por que não dizer o compulsoriamente excluído, isso nunca é possível. Se o presidente do STJ-SP é contra alguém ganhar pouco... ninguém ouviu o seu protesto contra o vergonhoso aumento de R$ 17,00 que o presidente Temer concedeu para quem recebe o humilhante salário mínimo, que passou de R$937,00 para R$954,00. E pensar que uma ajudazinha de R$ 4.377,00 não compensa a falta de reajuste no salário de quem ganha mais de R$ 26 mil... Mas é possível viver com R$ 954,00!
Nem as redes sociais, que a população achava que atingiria os donos do pais, incomodam mais os que debocham dos questionamentos do povo com relação aos privilégios num momento de sacrifício geral. As irregularidades expostas em nada mudam o comportamento deles. Por isso, é incompreensível ver a classe média fechar os olhos para os desmandos, mas declarar abertamente seu ódio contra os pobres – para ela, o nosso grande problema são os programas sociais voltado para os desassistidos. Mas será que são inatingíveis por causa dessa gastança?


J R Ichihara
08/02/2018

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