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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Vamos aos próximos capítulos
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Carnaval, futebol e eleições


Reza a tradição nacional que os grandes eventos alongam ou encurtam o ano em termos práticos. Por isso, a velha tradição de que tudo só começa para valer depois do carnaval. Outros eventos, como Copa do Mundo de Futebol e eleições, são considerados periféricos, mas também marcam profundamente o comportamento da população. Agora, quando os três acontecem num único ano, temos a certeza de que o ano passará mais rápido que o normal. É o que está previsto para este 2018. Uma história contada em três capítulos distintos, onde só restam dois.
Conhecidos os resultados das Escolas de Samba vencedoras, os choros e as tristezas em breve só ficarão na memória de quem é apaixonado por esta festa popular. Os que só queriam brincar nos blocos de rua, guardarão as boas lembranças num lugar especial da memória. O fato é que, apesar das críticas dos que consideram o carnaval uma alienação, a realidade mostra uma adesão exponencial na sociedade brasileira. São Paulo, que já foi considerado o túmulo do samba, fechou a Avenida 23 de Maio para entregar aos foliões. Isso seria o fim da seriedade nacional?
Não menos importante também são as festas natalinas que arrefecem o ódio e a agressividade exercida durante os onze meses anteriores. Mas isso não provoca tanta euforia e até a radicalização do comportamento quanto a Copa do Mundo e as eleições. Se estes dois segregam pessoas, ideias e opiniões, aquelas aproximam e procuram aparar as arestas geradas pelas divergências nas crenças, princípios e valores. Talvez o carnaval e as festas natalinas sirvam de compensação para intolerâncias contidas na Copa do Mundo e preferência político-partidária.
Virada a página do primeiro capítulo do ano de 2018, a vida tem de seguir em frente. O que nos aguarda no próximo? Finalmente, o hexacampeonato virá? A camisa verde-amarela voltará a ser respeitada nos quatro cantos do mundo? Ou este evento confirmará que somos alienados mesmo diante dos graves problemas nacionais? À parte a acidez das críticas dos que acham o futebol uma inutilidade mundial, o comportamento da maioria entra em sintonia com uma velha paixão nacional. Se as expectativas serão confirmadas... só depois de julho, na Rússia.
Mas o evento que desperta interesse geral por aqui são as eleições. Ah, esse talvez seja o prato principal do cardápio, a cereja do bolo da festa, o momento mais esperado do ano. O assunto é tão importante que as especulações sobre os candidatos já aparecem na mídia tradicional e nas redes sociais. Adianta dizer que muita água ainda vai rolar sob a ponte? Isso só gera mais expectativas junto aos eleitores. Afinal, outubro não está tão longe assim e a população quer saber quem pode ser candidato. Daí que este capítulo reserva emoções para todos os gostos.
O fato é que entre o pragmatismo e o altruísmo o povo deverá escolher os futuros dirigentes do país. Se o confronto de ideias não pode acolher as duas correntes, paciência. Do jeito que estamos não pode mais continuar. Se a única forma de unir as pessoas sob uma administração que atenda aos privilegiados e aos excluídos é a escolha livre e espontânea através das urnas, que assim seja. O que não pode é jogar o país numa crise sem fim porque não aceitou o resultado da vontade popular – nem atribuir a culpa aos eventos considerados alienantes.
Infelizmente, como diz a sabedoria popular, o futuro a Deus pertence. A delicada situação interna nos afasta dos acontecimentos internacionais. Se os países desenvolvidos estão procurando resguardar os seus interesses, apesar da globalização, por que agiríamos de forma diferente? Os governistas afirmam e acreditam que já estamos com um pé fora da crise financeira, apesar dos inúmeros questionamentos sobre os números apresentados. Quanto a crise política, essa parece interminável, é um capítulo que daria um volumoso livro à parte. Mas outubro vem aí.


J R Ichihara
14/02/2018

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