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Jornalismo
 
Carnaval, vampiro e falsas reformas
Por: Marlene A. Torrigo

"O Carnaval, com protestos de blocos e escolas de samba, mostrou que o povo não é bobo. Marcado por críticas e denúncias de domínio para manter a servidão e abocanhar direitos da classe trabalhadora, a festa escancarou o jogo do atual governo para impor o retrocesso social.
Às vésperas de uma nova paralisação geral, na segunda-feira, 19, contra a reforma da Previdência, que ampliará a retirada de conquistas, o Carnaval sacudiu o Brasil e despertou a percepção da realidade. Mostrou ainda que folia não é apenas diversão, mas cultura, arte, indignação e educação.
Não há mentira propagada como vantagem, muito menos sua massificação, que anestesie eternamente. A expressividade ao desgosto nacional veio na maior festa popular e impôs sua transmissão por redes de televisão monopolizadas, mesmo sob constrangimento e seletividade de imagens.
Os simbolismos apresentados por blocos e escolas retrataram raízes históricas de opressão, desigualdade, insatisfação e os dramas da população. Em São Paulo e Rio de Janeiro, agremiações tocaram nas feridas sociais e propuseram reflexão, resistência, exercício da cidadania e o protagonismo do povo.
A escravidão, servidão e extermínio de minorias foram alertas à estratégia manipuladora de parte da sociedade, com patos amarelos e o vampiro dos trabalhadores, Michel Temer, no enredo da Paraíso do Tuiuti sobre a escravidão. Blocos satirizaram as tragédias sociais, políticas e jurídicas, sem descartar a seriedade.
A máxima de que o Carnaval é alienante foi de encontro dos alienadores e de seus interesses econômicos. O debate foi instigado por estas manifestações individuais, coletivas ou comunitárias. Mas é preciso que tais expressões ocupem o cotidiano para romper a lógica.
A próxima segunda-feira, dia de paralisação geral, precisa, como este Carnaval, ser de discussão e ação à mudança de rumo do País. Estamos sob o risco de perder mais direitos com a antirreforma da Previdência e aprofundar a desigualdade e as relações de domínio e exploração do povo."

(Fonte: Edmilson Souza / jornalmetronews)

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