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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Causas e seus efeitos
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Seria prender o bagrinho e deixar o tubarão solto?


A aprovação da Intervenção da Segurança Pública no Rio de Janeiro, pela Câmara de Deputados que segue para o Senado Federal, parece mais uma simples formalidade porque as tropas já foram exibidas nas ruas da cidade nos noticiários. A justificativa para a presença das Forças Armadas nesta cidade foi para garantir a presença do presidente Temer que se reuniu com as autoridades envolvidas na atividade. Mas será que o espetáculo midiático teria apenas esse objetivo? Ou o governo federal, como a popularidade bem rente ao chão, teve outra intenção?
Quem acompanha a escalada da nossa violência, especialmente a que decorre em consequência do narcotráfico, bate na tecla que o combate na venda e no consumo é ineficiente. Afirmam que o ideal seria na fonte, nos laboratórios clandestinos de refino e depois na logística. Os que concordam com essa linha de pensamento dizem que a droga tem de ser interceptada antes de chegar aos pontos de distribuição. Mais ainda, que as fronteiras, por onde entram os produtos, deveriam ser fortemente vigiados. Por que isso não é feito sistematicamente por aqui?
O mundo está cansado de ver os inúmeros casos de corrupção envolvendo os narcotraficantes e as autoridades, inclusive militares. Exibiram-se até seriados sobre os poderosos carteis colombianos, onde até eleições presidenciais foram bancadas pelos controladores do refino e distribuição da cocaína nas Américas. Se as Forças Armadas resolvessem o problema.... Por que o consumo mundial aumenta a cada ano? Quanto de verdade as fitas que fizeram tanto sucesso trazem nas cenas mostradas? Será que o bem sempre está aquém do mal, nesse caso?
Sabe-se que o Brasil não é um grande produtor de drogas ilegais, mas tornou-se um corredor na logística e um enorme mercado consumidor. A mídia já mostrou a destruição de plantações de maconha, cerca de 230 mil pés, numa região do sertão de Pernambuco, em Salgueiro. Certamente essa operação gera mais impacto ao negócio do que encher as ruas de tanques e soldados armados. O narcotráfico, como qualquer negócio, só sobrevive porque há oferta e procura do produto. Matar a fonte é combater as plantações e os laboratórios. Portanto...
Foram as imagens sobre arrastão na praia e as brigas entre pessoas nas ruas, durante o carnaval, que motivaram o governo a fazer uma Intervenção na Segurança do Rio? Há muita diferença entre a atuação da Polícia Militar, Civil e Exército para contornar essas ocorrências que acontecem frequentemente nesta cidade. Será que a medida não é inadequada tendo em vista que os treinamentos recebidos são específicos para cada corporação? À parte a maioria ser leiga no assunto, mas a decisão gerou muitos questionamentos. Afinal, esta conta tem que ser paga!
Sempre ouvimos que devido a extensão das nossas fronteiras é impossível manter uma vigilância constante para combater o tráfico de drogas e armas. O decepcionante é que nunca ouvimos autoridade alguma dizer por que não temos um esquema de segurança para impedir a entrada ilegal delas nas cidades. Ou seja, a presença das Forças Armadas significa que os nossos dirigentes preferem um combate nas comunidades, onde muitos inocentes podem ser mortos no enfrentamento entre a lei e a criminalidade. De quem deveria ser essa atribuição nas fronteiras?
A população que vive no estado do Rio de Janeiro, mais especificamente na capital, espera que a Intervenção atinja os seus objetivos. Sempre se fala que o crime organizado deve ser combatido com inteligência. Pelo visto, o governo federal entendeu que isso cabe às Forças Armadas. Será que é o momento de usar a força e a intimidação, deixando de lado a abordagem que privilegia o cérebro e não as armas? O fato é que o resultado esperado ainda não esboçou nenhum traço do seu acabamento final. Talvez seja a hora de saber se Deus é mesmo brasileiro!


J R Ichihara
20/02/2018

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