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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Papo reto e o julgamento sumário
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Por que rico pode traficar, consumir e viver livre?


A mídia nacional divulgou as mortes de Gegê do Mangue e Paca, numa área de Aquiraz, na zona metropolitana de Fortaleza, capital do Ceará. Segundo informações, eles foram executados porque estariam “roubando” dinheiro da organização. A hipótese se baseia em um bilhete encontrado na Penitenciária 2, de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Fala-se que a ordem para mata-los partiu do Marcola, o chefão do PCC. Eles eram foragidos da Justiça. Além dos tiros, os olhos estavam furados com faca, punição para quem pega o que não é seu.
Uma parte da população sedenta de Justiça, aquela que se considera do bem, vê o desenrolar dessas questões que acontecem no submundo do crime com alguma simpatia. Não tanto para justificar que os meios justificam o fim, mas pela forma rápida e eficaz para eliminar qualquer tentativa de apropriação indébita. Claro que o narcotráfico não é exemplo de retidão e cumprimento da lei para ninguém, mas o que talvez agrada às pessoas é a simplicidade para eliminar a impunidade em todo e qualquer julgamento. Seria o bem-vindo errou tem que pagar?
Os recados deixados pelos gestores do narcotráfico são claros e eficientes. A vítima é classificada pelo tipo de execução que sofre. O aviso é claro para quem pensar em transgredir as regras estabelecidas pelo negócio. Deixou de pagar? Sem essa de SPC, o papo é reto! A marca deixada no cadáver diz porque a pessoa morreu. E não tem tratamento especial por causa da hierarquia – Gegê era considerado o número dois no organograma da empresa. Quem ainda tem dúvidas que não pode se apossar de valores monetários do negócio? A sentença é muito clara.
Muitos se perguntam por que um chefão ainda está vivo numa atividade tão perigosa. A história do mundo do crime organizado está aí para mostrar como muitos chefões ganharam o respeito, a obediência e o temor dos que atuavam à margem da lei. Quantos não tremem só de pensar que contrariaram um poderoso narcotraficante? O que tornava Al Capone, o mafioso que reinou em Chicago, durante a Lei Seca, nos Estados Unidos, praticamente intocável? Seguramente não era só o seu método truculento com algumas pessoas – era macio com outras.
Infelizmente o julgamento sumário que muitos querem não pode ser aplicado numa sociedade civilizada. Prova disso é a violência que campeia em qualquer cidade mediana no Brasil. Onde todos acham que podem fazer Justiça com as próprias mãos... acaba numa roda-viva interminável de arbitrariedades. Afinal, os que pregam o milenar Código de Hamurabi, o tal “olho por olho, dente por dente”, precisam entender que ninguém pode decidir quem vive ou quem morre, enquanto não houver a pena de morte no país. Já viram algum ricaço viciado executado?
Devido à insatisfação do povo com as denúncias de corrupção que envolvem os políticos alguns desejariam para eles o mesmo tratamento que os traficantes dão aos seus empregados. Radicalismos à parte, mas se não concordamos que alguém seja executado, mesmo exercendo atividade ilegal, por que fazer isso com outros que deveriam ser julgados civilizadamente dentro das regras democráticas? Talvez haja necessidade de se pensar em soluções sem decretar a morte de quem achamos merecedor. Helicóptero de político cheio de cocaína? Investigue-se!!!
Quem espera a extinção do narcotráfico é um otimista incurável. Essa atividade dificilmente sumirá do cenário mundial. O montante de dinheiro é altíssimo. Se a solução é a liberalização ainda não sabemos, mas os números indicam que o consumo aumenta exponencialmente no globo terrestre. Provavelmente, junto com o tráfico de armas, é a operação mais lucrativa do planeta. Como muitos ainda sonham viver num mundo sem drogas, violência e injustiça, a insatisfação terá uma vida longa no nosso país... ou mudamos o sentido do papo reto.


J R Ichihara
23/02/2018

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