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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Risco calculado ou manobra política?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Vendedor é criminoso, mas consumidor é doente: impossível resolver!


Mais uma vez a sociedade brasileira é colocada diante de uma situação polêmica, onde as consequências podem agravar mais do que solucionar o problema da violência no Brasil. Como nomearam o Rio de Janeiro, a vitrine escolhida pelo Planalto para mostrar as medidas adotadas pela Intervenção Federal, os holofotes voltaram-se para lá. A ocupação das tropas armadas nas ruas ganharia o reforço do mandado de busca coletivo. O que seria isso? A busca e apreensão nas casas à critério das tropas, mas a ideia não foi aprovada por ser considerada inconstitucional.
Para apimentar ainda mais o assunto, a mídia exibiu cenas de armas e drogas apreendidas em operações de combate ao narcotráfico. Lógico que isso não ocorreu dentro das favelas, mas nas vias que dão acesso ao Rio de Janeiro. O fato é que a semana foi bastante agitada quando se trata desta atividade ilegal. Soma-se aos acontecimentos locais o envolvimento de brasileiro radicado nos Estados Unidos, Frederik Barbieri, preso na Flórida sob a acusação de ser o maior fornecedor de armas para o Brasil. A Justiça brasileira pediu a extradição dele.
Um procedimento, entretanto, dividiu opiniões entre as pessoas país afora. Os soldados estão fotografando, aleatoriamente, os documentos dos moradores das comunidades que estão patrulhando. As informações seriam enviadas à Polícia Civil para verificações sobre a ficha criminal da pessoa abordada. Enquanto isso, o suspeito tem de aguardar a liberação por parte do policial. Os críticos disso alegam que o cidadão tem obrigação de mostrar o documento, caso seja solicitado, mas não dá o direito a nenhuma autoridade de fotografá-lo. Isso valerá para todos?
Não poderia faltar a velha discussão sobre a liberação de armas para o cidadão de bem se defender da crescente violência que muitos consideram incontrolável por aqui. Seria outro risco que precisa ser muito bem avaliado por causa das consequências? O deputado Bolsonaro, um dos pretendentes à Presidência da República, defende o armamento. Talvez por isso ganhou muitos eleitores que o apoiam abertamente. Os mais cautelosos, porém, citam os inúmeros casos de matança divulgados nos Estados Unidos, onde a venda de armas é mais acessível. Então...
O fato é que o foco das atenções do momento é visto com muita desconfiança pelos descrentes com a política adotada pelos mandatários da atualidade. O que haveria por trás de tanta celeuma num assunto que é do conhecimento da nossa sociedade há décadas? Desviar as atenções para costurar outros interesses longe da percepção popular? Atender uma parte que clama pela volta dos militares ao poder? Eliminar o efeito e deixando a causa intacta, mas oferecendo uma falsa sensação de segurança aos cariocas? Avaliaram os riscos desta manobra?
Curiosamente os pratos cheios que enchiam os cardápios dos noticiários foram esquecidos por uns momentos. Operação Lava Jato? Alguém ainda se lembra em qual fase se encontra? Quem é a bola da vez nas investigações? O único que não sai do foco é o ex-presidente Lula.... Os outros perderam a importância. Ah, se a maioria tivesse a intuição do senador Romero Jucá para adivinhar o que aconteceria com os processos que pretendem acabar com a corrupção no Brasil. O país tem coisas mais importantes para resolver agora: Violência e Previdência!
Diz-se que somos um povo sem memória. Tal afirmação gera revolta em muitos donos da verdade que se consideram esclarecidos sob quaisquer pontos de vista analisados. Mas onde muitos deles buscam dados para sustentar os seus argumentos? Nas informações da mídia? Ou nos pronunciamentos dos salvadores da pátria? Afirmar que quem vive de passado é Museu pode ser uma forma de ignorar que os erros e os acertos cometidos são os únicos fatos para analisar. Quantos estão querendo o mais do mesmo esquecendo o que comprovadamente aconteceu?


J R Ichihara
27/02/2018

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