Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco | CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

 
Jornalismo
 
Mulheres: de quem é a força?
Por: Marlene A. Torrigo

Antigamente, não muito antigamente, as senhoras casadas eram praticamente escravas dos seus maridos. A maioria de elas não podia se vestir como queria, não podia se maquiar, nem mesmo usar um simples batom. Trabalhar fora uma ou outra até que podia. Até devia. Mas dentro do patriarcalismo medieval, era o homem o chefe absoluto da família, aquele que batia no peito e grunhia, “Quem manda aqui sou eu!”
O tempo foi passando até que se chegou aos dias modernos, onde as filhas são criadas e instruídas para serem independentes; estudar, transformar-se em grande profissional, morar sozinha. Casamento e filhos passaram a ser conduta opcional. Puxa, que avanço! Não para todas, porque muitas ainda permanecem escravas dentro do casamento.
Para alicerçar-se ao direito de serem senhoras de si, muitas mulheres foram mortas pelos seus companheiros. Muitas mesmo! Sem falar nas que sobrevivem com sequelas, a exemplificar as vítimas de queimaduras gravíssimas. Deformar, mutilar, matar é o desejo do homem rejeitado. Também sem falar naquelas que conseguiram a tão sonhada emancipação e foram mortas do mesmo jeito.
Com tanta conquista a reação machista à liberdade feminina continua em alta. A Lei Maria da Penha tem se mostrado eficiente, tem ajudado muitas mulheres, mas não pode impedir a mulher que pede o divórcio de ser morta pelo marido.
Quando se fala de mulheres maltratadas e mortas por seus companheiros, não se diz respeito a apenas sobre mulheres de baixa renda. A violência alcança-as em todas as camadas da sociedade. Vide os famosos casos de Ângela Diniz (lembram o caso Doca Street?), Sandra Gomide (caso Pimenta Neves), Eliza Samudio e Mércia Nakashima.
O preço da liberdade das mulheres foi e tem sido deveras alto. Muitas mulheres se gabam da autonomia conquistada, desconhecedoras do preço altíssimo que outras pagam quando são ofendidas verbalmente, agredidas, feridas, estupradas (sim, muitas mulheres são estupradas dentro do casamento e sofrem caladas) e assassinadas. Até mesmo os seus filhos servem de objetos da sanha de vingança de senhores cruéis.
Diga-se que quem manda no mundo ainda são os homens. De quem é a força? Deles, na cabeça primata deles. As mulheres lhes são objeto, propriedade, mercadoria a ser disputada e comercializada. Quem discorda, preste atenção, como exemplo, numa reunião de políticos. Conte-se o número de homens e de mulheres. Quem lidera? Imagine-se o assédio que as poucas mulheres dali sofrem. Mulheres invadiram o território antes só de homens
e o machismo cobra, de forma sutil ou velada. E como cobra! E as mulheres acabam se tornando alvo fácil do primitivismo masculino, de homens covardes que subjugam pela força.

Pondere-se que uma mulher que consegue sair de um malfadado namoro ou casamento, especialmente a que tenha filhos, que ela não deva de forma alguma ficar expondo sua nova vida ao ex companheiro que a tenha ameaçando de morte. Sempre se vê uma mulher emancipada, imensamente feliz pela liberdade que conquistou, mas que não dá atenção aos sinais reais que um troglodita dá. Vingando-se de anos de tortura psicológica, ela muda o visual – um direito, claro - antes bem modesto, e passa a afrontar o ex com roupas chamativas, posta fotos sensuais no facebook, envia beicinhos e beijinhos para ele, posta selfies badalando com amigos. Arrumar namorado tão logo se veja livre e ostentá-lo ao ex? Que temeridade! Enquanto essa nova mulher desfruta da liberdade e felicidade que pediu a Deus, enquanto ela desfila feliz com um novo amor, o ex, injuriado, está lá na caverna, roendo-se de ódio, de invídia, enchendo a cabeça de pensamentos sinistros. E ele vai matar, vai sim! Ele não é mais aquele bicho ruim que tão somente judiava, manipulava, escravizava. Agora temos um psicopata capaz de tudo.

Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: JEBM (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.