Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco | CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 

E-mail:
Senha
       
        Cadastre-se
Esqueci minha senha
Homepage
Pensadores
Lazer e informação
Citações
Textos Fantásticos
Poemando
Provérbios
Estatuto do poeta
Peão diz cada uma!
Bíblicos
Contos e poemas de Natal
Básico de violão
Livrarias
Informática
Artes
Jornais
Revistas
Música
Televisão
Infantil

MUSIPOEMA

MUSIPOEMA
A HISTÓRIA DO ROCK IN ROLL
SER MÃE
AMIGO É...
AMAR É...
 

 

Busca

 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Jornalismo
 
Globalização, livre concorrência... não é bem assim
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Primeiro os de casa, depois os de fora?


A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as medidas protecionistas para os produtores norte-americanos mostra ao mundo que a livre concorrência tem um limite. Seria o velho ditado brasileiro “farinha pouca, meu pirão primeiro”? O fato é que ele vai sobretaxar o aço e o alumínio importado de outros fornecedores. Isso atinge principalmente a China e o Brasil, os maiores produtores mundiais. Aos críticos da política adotada por Lula, quando procurou fugir da dependência do Tio Sam como nosso principal cliente, o tempo lhe deu razão.
Os fãs da gestão Trump apontam que a redução de impostos para as empresas, implantada no seu governo, vai elevar os salários e incrementar o consumo, trazendo de volta os valores perdidos nesta renúncia fiscal. Por outro lado, os críticos disso preveem um aumento considerável no déficit. Como o mundo vê essas medidas da maior potência econômica do planeta? Caso a sobretaxação – 25% sobre o aço – se estenda para outros produtos que os Estados Unidos compram de fornecedores externos... este mercado continuará tão atraente?
A mídia estampou a reação internacional sobre a decisão monocrática de Trump. Empresas da Europa anunciaram a suspensão de investimentos nos Estados Unidos, além de anunciarem uma sobretaxação nos produtos importados daquele país. A União Europeia ameaçou taxar empresas americanas como Harley-Davidson, Bourbon e Levi’s. O Brasil afirmou que pode recorrer à OMC (Organização Mundial do Comercio), pois sendo o segundo maior exportador de aço para o mercado norte-americano será profundamente afetado por essa medida. Briga feia?
Quem idolatra a forma de gestão vendida pelos Estados Unidos, onde o que vale é a qualidade e o preço competitivo dos produtos, se decepciona quando se defronta com essas situações. Não é o país do neoliberalismo? Por que nessas horas o governo, que deve ficar longe das decisões do deus mercado, precisa interferir para garantir a sobrevivência das bem administradas empresas ícones da eficiência? A verdade é que, no final das contas, alguém tem de impor regras e limites para o impessoal, terrível e implacável mercado. Não é bem assim?
Mas as divergências do presidente norte-americano não se restringem ao acesso de produtos estrangeiros ao seu país. Desde a sua campanha eleitoral ele ventilava aos quatro cantos do país que construiria um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México. A justificativa era para evitar a entrada de traficantes e viciados que aumenta a criminalidade e sobrecarrega o atendimento social do governo. Claro que isso ganhou muitos adeptos. Pois bem. Agora ele decidiu construir a sua maior obra social e ainda quer ser ressarcido pelo México – simples assim!
Diz-se que toda sociedade que se enclausurou, impedindo a entrada de produtos, serviços e outros conhecimentos, assim como a saída dos mesmos, amargou atraso no desenvolvimento com relação ao resto do mundo. Alguns especialistas citam o caso da China com a sua monumental muralha. O certo é que não apenas a barreira física isola um país ou uma civilização qualquer. A troca de ideias e informações, em qualquer que seja a área de atividade, enriquece quem pratica esse intercâmbio. Quem sabe os Estados Unidos se achem o suprassumo da vida?
Fora de questão duvidar do desenvolvimento e do poder econômico dos Estado Unidos. Mas daí assumir uma postura extremamente arrogante diante de todos não melhora a imagem deste país no exterior. Chega a ser infantil a atitude de quem tudo quer, mas nada oferece em troca. Parece o unilateral “para quem quiser participar é assim”. Se o orgulho pelas suas eficientes empresas não se consolida na prática, medidas restritivas aos concorrentes só mascaram uma realidade que a comunidade internacional fica sabendo. Então... Isso que é a tal da globalização?


J R Ichihara
03/03/2018

Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: SXAY (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.