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Jornalismo
 
Saúde - caos generalizado
Por: Marlene A. Torrigo

Se 2017 foi de vacas magras para O Sistema Único de Saúde, o ano de 2018 iniciou-se com as vacas magérrimas. Não se trata de caos estabelecido em apenas algumas regiões, mas sim em todas regiões do Brasil que são conveniadas pelo SUS.

Falta de tudo, desde materiais de almoxarifado, passando por medicamentos à insumos médicos. Agendas médicas estão sendo fechadas e muitas das pequenas, médias e grandes cirurgias estão sendo canceladas. Não tem paramentos: gorro, máscara, luva esterilizada, óculos de proteção, propés, uniforme privativo, campos e aventais cirúrgicos esterilizados para se trabalhar em salas que exigem uniformes especiais. Sem as técnicas assépticas que regem as atividades realizadas em cirurgia, se as violar deixa o paciente sujeito a doenças e infecções.

Lavanderias recusam-se a colocar as lavadoras industriais para funcionar porque muitos municípios estão com seus pagamentos atrasados desde a penúltima gestão.

A técnica de lavagem de mãos de médicos e enfermagem tem por finalidade diminuir o número de microorganismos, eliminar sujeiras, substâncias tóxicas e medicamentosas, evitar disseminação de doenças e infecção hospitalar, contudo, não tem papel toalha para enxugá-las, faz tempo! Lençol de papel tem pra hoje, pra amanhã, não!

Um artigo precioso na Saúde é o papel higiênico, mas, não tem! Faz tempo também! Os pacientes, espantados e nervosos, reclamam e até ofendem a enfermagem. Também não tem copos descartáveis, faz tempão! Quem paga o pato? A Enfermagem, claro, que tem que explicar bem explicadinho para os pacientes porque não tem nada, por vezes nem papel para imprimir seus exames. Para aqueles pacientes mais nervosinhos pede-se que exijam explicações bem explicadinhas aos prefeitos, que todos os meses dizem que vão sanar os problemas, mas, todavia, porém...

Todo esse material existe. Está estocado nas prestadoras de serviços e fornecedores de diversos órgãos estaduais que não recebem dos governos federais a uma eternidade. Todos servidores da saúde estão trabalhando de mãos atadas, improvisando, pedindo emprestado, trazendo de casa, comprando com recursos próprios - até que fechem todas as agendas médicas e suspendam os salários, como no Rio de Janeiro. De vacas magérrimas à vacas mortas será em pouco tempo. Daí... Salve-se quem puder!

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