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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Nicho inatingível pelo deus mercado
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Provaram que o Olimpo é aqui?


A cada notícia desfavorável à economia brasileira cresce a apreensão de quem depende de emprego na iniciativa privada. Nessas horas pouco resolve o otimismo externado pelos aliados do presidente Temer de que estamos saindo da crise. Percebe-se que, apesar da enorme rejeição e impopularidade do governo federal, ele se mantém por algum motivo que independe da vontade popular. A oposição afirma que este apoio vem das empresas privadas nacionais e internacionais, muito interessadas na aprovação da Reforma Previdenciária, da mídia e dos aliados de peso.
Mas será que as empresas privadas manterão isso se o mercado chegar a níveis de recessão que contrariem os seus interesses? As restrições ao aço e ao alumínio, com a recente sobretaxação imposta pelo presidente norte-americano Donald Trump, não afetará significativamente o setor que envolve essas atividades? Como se sabe, deixar de exportar bilhões de dólares afetam toda a cadeia produtiva e os serviços atrelados a ela. Portanto, a tentativa de injetar ânimo mostrando crescimento em alguns nichos pouco significa no âmbito geral. Então...
Diz-se que o mundo deveria se estruturar sem a influência do tal “deus mercado”. Mas como fazer isso se tudo é feito voltado para atender os interesses dele? Há muito tempo somos criticados porque educamos as pessoas fora da realidade do mundo globalizado. Todo ser humano que vive em um país capitalista, onde o lucro é o único objetivo de qualquer iniciativa privada, tem consciência de que se prepara para atender as necessidades do mercado. Quem não se habilita e se capacita para isso será forçosamente excluído profissionalmente. A competição é acirrada!
Qual seria, então, a orientação para um jovem escolher a profissão que lhe dará estabilidade, segurança e tranquilidade para sobreviver num mundo ingrato para quem depende de um salário? Aperfeiçoamento contínuo tipo MBA e fluência em vários idiomas? O fato é que nada disso garante uma boa colocação nas desejáveis empresas de ponta no momento de crise mundial. Quantos profissionais com currículos excelentes, principalmente os que tinham bons salários, foram demitidos nos momentos de corte de gastos? Será que conseguiram recolocação?
Como tudo tem exceção, o Brasil oferece um nicho que está livre de crises, recessão, desemprego e tudo que atinge o trabalhador comum. E com um adicional desejado por qualquer cidadão que sonha com um alto salário, boas condições de trabalho e uma aposentadoria que lhe garanta uma vida muito confortável. Mais ainda: ninguém, nem a maior autoridade do país, pode impedir que as suas mordomias sejam mantidas. Para quem acha que a situação está muito difícil, a turma do Judiciário, além de alguns do Legislativo, ignora o que sofrem os simples mortais.
Infelizmente a violência no Rio, assim como no restante do país, não será resolvida porque, como sempre, faltará recursos financeiros para isso. Agora, falta de recursos para operar jatinho da FAB, para cima e para baixo, como fazem um ministro e o presidente da Câmara de Deputados, em viagens particulares, jamais acontecerá. Nenhum mercado recessivo, que penaliza a maioria da população, vai interferir nesse oba-oba. O mais revoltante é que são essas pessoas que se dizem patriotas e que fazem tudo para melhorar a vida da população desassistida.
Para comprovar o poder e a indiferença diante de tanta mordomia, enquanto muitos nem recebem os parcos salários, os juízes se manifestaram contra a tentativa de suspensão do pagamento do auxílio-moradia para quem não deveria receber. Um deles chegou a dizer que quem é contra o pagamento deste benefício é a favor da corrupção. Claro que a maioria não entendeu o que uma coisa tem a ver com a outra, mas foi o argumento usado por alguém de notório saber jurídico e ilibada reputação. Por isso, que jovem formando em Direito não sonha em ser um Juiz?


J R Ichihara
13/03/2018

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