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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Fake News: por que tanto medo disso?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O lado ruim da modernidade


Que a difamação através dos meios de comunicação tem um alcance incalculável todos sabemos. Como resistir a um ataque diuturnamente promovido pela mídia? Quantos sobrevivem depois de uma enxurrada de notícias desfavoráveis sobre pessoas, empresas, governos e até países? Tem como se defender disso? A população brasileira tem vivido esta situação, com muita intensidade, nos últimos anos. Chegamos ao ponto de intolerância que qualquer opinião contrária à nossa é motivo para demonstração de ódio, discriminação e preconceito que estava adormecido.
O problema atual sobre a difamação pública se agravou com o chamado “Fake News”, a nova modalidade de circulação de mentiras. A gravidade nisso é o anonimato, a possibilidade de agredir, ofender, desqualificar e reduzir a honra alheia a pó, sem mostrar a cara. Na mídia tradicional, como jornais revistas semanais e telejornais, o leitor ou telespectador sabe quem está divulgando as notícias... No Fake News o autor se vale da invisibilidade, ou covardia para muitas vítimas. Como a Legislação não consegue acompanhar essas mudanças, surge a impunidade.
Sabe-se de inúmeros casos de exposição pública da intimidade de celebridades nos quatro cantos do mundo. À parte os que se deliciam com isso, a verdade que se trata de uma canalhice sem tamanho. Privacidade é um direito sagrado em qualquer lugar do planeta, mas o que acontece com quem divulga momentos íntimos alheios? Pelo que se sabe, o único prejudicado é a vítima. Como punir o autor de um ato que não merece qualificação? O pior é que muitos usuários das redes sociais, algumas vezes, atuam como multiplicadores da baixaria virtual.
A seriedade deste assunto exige medidas impeditivas e punitivas à altura do vexame que alguém pode passar quando vítima. Se alguém resolve expor sua intimidade nas redes sociais, espontaneamente, deve saber que neste ambiente navega todo tipo de pessoa. Afinal, o direito pessoal deve ser respeitado. Ocorre que, às vezes, a vaidade e o desejo de mostrar o lado íntimo extrapola a preservação da exposição pública e dá nisso. Mas um erro, qualquer que seja, num momento de decisão infeliz, dá aos outros o direito de uso disso para fins difamatórios? Então...
Todos gostam dos benefícios que a tecnologia oferece à humanidade. Trânsito com acidente zero, devido aos dispositivos que evitam colisões, derrapagens, capotagens e avanços de sinais. Já existe veículo que funciona sem motorista! No campo da saúde, os telejornais mostraram equipamentos que realizam cirurgias ultraprecisas, sem a intervenção humana. A exploração dos recursos naturais, como o sol e o vento, já possibilita à humanidade obter energia elétrica sem grande agressão à natureza. Enfim, parece que estamos chegando ao Paraíso.
Infelizmente, segundo uma velha afirmação cientifica, “na Natureza nada se cria, apenas se transforma”. Portanto, tudo que traz benefício prejudica o lado que sobrevivia disso. Tipo as seguradoras nos mais diversos segmentos da vida moderna. Sem acidentes? Para quê seguro? Mas se houver um erro numa cirurgia, afinal até máquina falha, quem será o responsável pela reparação? O fabricante do equipamento? A clínica... Ou o programador do sistema? Vê-se que há muita similaridade com as redes sociais. Quem deverá ser punido na hora do prejuízo?
Dia desses a mídia informou que um veículo, nos Estados Unidos, sem motorista, provocou a morte de uma pessoa. Quem responderia por isso perante a Lei? O fato é que alguém morreu. Aqui em Terra Brasilis, onde ainda estamos muito longe disso, se poucos são condenados por crimes julgados e sentenciados, como se comportará uma sociedade que valoriza a fofoca, através do Fake News, em detrimento dos valores éticos e morais e dos bons costumes? Para alguém mau caráter, difamador e disseminador do mal essa ferramenta veio a calhar.


J R Ichihara
25/03/2018

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