Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco | CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Jornalismo
 
ONU e a segurança mundial
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

ONU e a segurança mundial


O recente ataque das forças militares dos Estados Unidos, França e Reino Unido, contra supostos alvos que fabricam e armazenam armas químicas, na Síria, foram feitos sem a autorização oficial da ONU (Organização das Nações Unidas). A repercussão internacional não foi unânime em apoiar esta iniciativa, apesar da justificativa de ser uma retaliação ao uso de armas químicas pelo governo de Bashar al-Assad contra os rebeldes. Mesmo entre os britânicos houve questionamento sobre a falta de consulta ao Parlamento. O fato é que o mundo se assustou.
Para alguns especialistas em conflitos internacionais, a velha Guerra Fria está mais viva do que nunca. O presidente da Rússia, Vladimir Putin considerou o ataque uma “agressão contra um Estado soberano”. Além disso, o embaixador russo em Washington, Anatoly Antonov, disse que isso “não ficará sem consequências”. Como a Rússia também tem assento permanente na ONU, o Kremlin anunciou que pedirá a convocação de uma reunião urgente do Conselho de Segurança para discutir as graves ações dos Estados Unidos e seus aliados. A temperatura subiu.
Como sempre, entre os leigos, mas defensores da paz e contra o terrorismo, as opiniões se dividem. Enquanto alguns acham que a atitude dos Estados Unidos e aliados foi corretíssima, outros discordam alegando que o ataque só vai inflamar ainda mais a violência. Para uma análise superficial, as forças militares russas informaram que dos 103 mísseis disparados pelos Estados Unidos e aliados, a defesa aérea da Síria derrubou 73 deles. Outro questionamento ainda não esclarecido é sobre o número de vítimas civis. Será que nenhum inocente morreu neste ataque?
Aos que estão fora do epicentro deste ninho de desentendimento, mas podem sofrer as consequências, resta torcer para que a situação obrigue os responsáveis pelos disparos, de ambos os lados, a pensar melhor sobre o que todos querem. Fim do terrorismo? Respeito à soberania alheia? Imposição do que acham correto? Dificilmente a racionalidade terá êxito se não houver um pouco de renúncia dos envolvidos. O regime de Bashar al-Assad combate ou incentiva o terrorismo? As intervenções externas minimizaram alguma coisa? Quem ganhou ou perdeu?
Ninguém desconhece que o Oriente Médio sempre foi um celeiro de conflitos e desentendimentos. Posse de terras, uso da água, petróleo, religião... os motivos são diversificados e de difícil solução. Imaginem se as potências bélicas resolvem armar os lados que se acham certos e pretendem eliminar os desafetos. Pode não ser intencional, mas é o que acontece há décadas nesta região. Talvez o terrorismo que se espalha pelo mundo seja o produto final de um processo que se inicia com o doutrinamento sobre a maneira correta das pessoas viverem.
Todos falam na redução da desigualdade social, na eliminação do preconceito, no fim do racismo e da discriminação, no sepultamento da homofobia e da xenofobia, mas quem demonstraria os avanços que esta luta alcançou? Infelizmente, se os dados não estão distorcidos, nada disso acontece na velocidade desejada. Poucos países podem bater no peito e exigir para si a medalha de ouro nessas competições. O que se vê, lamentavelmente, é o aumento de tudo que queremos eliminar. Será que o investimento da indústria bélica resolveria a fome no mundo?
Qual seria o papel fundamental da ONU nos momentos de crises diplomáticas? Como o mundo vê a decisão dos Estados Unidos e aliados (França e Reino Unido) de bombardear, segundo informações, alvos selecionados? Isso não deveria ter a aprovação do Conselho de Segurança? As imagens de crianças atingidas pelas armas químicas foram comprovadas como verdadeiras? Críticos da ação liderada pelos Estados Unidos disseram que o procedimento para atender vítimas de armas químicas não é o mostrado nas reportagens. Enquanto isso...


J R Ichihara
15/04/2018

Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: ePVS (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.