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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Holofotes apagados
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Como seguir um bom exemplo?


Quem esperava grandes furos de reportagens nesta quarta-feira (18/04/18) sentiu um gostinho de frustração. Nada bombástico na mídia convencional ou nas redes sociais. Parece que o assunto, que surgiu preocupante, sobre a crise na Síria já está sob controle. A violência generalizada no país deixou de ser manchete. Da mesma forma, o combate à corrupção e a impunidade perdeu a importância. O que aconteceu neste meio de semana? Como sempre ouvimos, desde que o mundo é mundo, “vida que segue” – pra frente é que se anda. Então...
Mas os que gostam de futricar sobre assuntos mal resolvidos não descansam. Ao mesmo tempo que o governo federal exibe os resultados positivos depois que implantou a Intervenção Federal no Rio de Janeiro, os críticos apontam os recordes em roubo de cargas, de pedestres e de carros. A população, a mais interessada na apuração dos resultados, pouco se pronuncia. O fato é que a sensação de segurança não é significativa para os que circulam fora das áreas de atuação ostensiva das forças convocadas para a ação. Parece que o fim da violência está longe.
Qual foi a repercussão com a autorização do STF para que o senador tucano Aécio Neves seja julgado como réu? Como sempre, as opiniões baseadas na preferência político-partidária, há divergências. No calor das discussões e troca de agressões verbais surgem os termos do momento. Imparcialidade, corrupto de estimação e outros mais. Na realidade, ele não foi condenado a nada. Continua senador, exercendo toda a sua influência que o cargo permite como parlamentar. Quando será julgado - e talvez condenado – ninguém pode dizer. Isso aqui é Brasil!
Os anúncios sobre os pré-candidatos à presidência da República para a próxima eleição também despertaram atenção aquém do esperado. Provavelmente porque a relação traz poucas novidades. São os mesmos de sempre: Alckmin, Marina, Ciro, Álvaro Dias... e por aí vai. Bolsonaro já não é mais novidade, pois está em campanha há algum tempo. Seria o descontentamento com a política que direciona os holofotes da mídia para outros assuntos? Como mudar se os candidatos são os mesmos? A opção de escolher o menos ruim está equivocada? O horizonte continua cinza!
Por causa das dimensões continentais as informações gerais fornecidas pelas autoridades palacianas exigem uma análise regional. Fala-se que a economia está melhorando, que o desemprego está caindo, que a inflação cada vez mais em queda... que o caminho para a saída da crise foi encontrado. Ironicamente, no noticiário local do Rio Grande do Norte, um economista mostrou, através de estudos detalhados, que aumentou o número de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza. Em qual das informações acreditar? Quem anda pelas ruas vê a realidade!
O contribuinte que espera a contrapartida dos impostos que paga na forma de benefícios públicos nunca entende o porquê da justificada falta de recursos. Servidores sem receber salários, enquanto desembargadores e juízes nadam na grana e nos benefícios. Viaturas policiais inoperantes por falta de combustível, mas jatinhos públicos atendendo parlamentares e ministros. Escolas e hospitais à mingua, em detrimento das Casas Parlamentares e Residências Governamentais usufruindo do bom e do melhor. Tem como aceitar tudo isso passivamente?
Aqueles que não aceitam a desigualdade social como um dos principais motivos pela violência que tomou conta do país, é bom rever suas convicções. Não basta querer conquistar os direitos dos cidadãos do Primeiro Mundo sem obedecer às regras da Justiça que valem por lá. Enquanto faltar policial militar nas ruas e sobrar nas Assembleias Legislativas, como no Rio de Janeiro, nenhum governador pode dizer que faz tudo para garantir a segurança coletiva da sociedade. Ao contrário de mostrar o país que todos queremos, vê-se o país que não queremos.


J R Ichihara
18/04/2018

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