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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Continua não vindo ao caso?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A Lei proíbe, mas o penduricalho resolve


Os noticiários brasileiros continuam mostrando à população, quem sabe também ao mundo, que a nossa Justiça é inexplicável. A cada episódio que choca a sociedade, logo vem uma gritaria por leis mais severas. Não é isso que ouvimos desde que a mídia se adaptou à velocidade dos tempos atuais? O nosso problema – os fatos têm mostrado – parece não ser a aprovação de medidas punitivas intimidadoras. Quantos figurões são enquadrados pelos Tribunais Brasil afora? Talvez o que precisa ser feito é menos espetáculo midiático e mais efetividade. Simples assim!
Mas o show não pode parar. No meio de tanta decisão jurídica, algumas que aumentam e comprovam a sensação de impunidade, o povo já não sabe mais no que acreditar. O caso recente da autorização para que o deputado Paulo Maluf cumpra a pena em casa, apesar de todas as alegações sobre o seu estado de saúde, desagradou àqueles que lutam pelo fim da impunidade. Por que só para ele este benefício? Seria injustiça estender o mesmo tratamento para outros que cumprem pena, em regime fechado, nas mesmas condições de saúde deste político?
Há poucos anos o Brasil resolveu priorizar o meio ambiente como uma bandeira de luta. Chegamos a ser reconhecidos como os criadores das leis mais avançadas neste assunto. Sediamos eventos de repercussão mundial... Tivemos os quinze minutos de holofotes. Isso tudo seria motivo de muito orgulho e comemoração se a prática não questionasse a aplicação das regras criadas e aprovadas. O que vemos é a impunidade da Samarco, responsável pelo maior crime ambiental no país, imune a qualquer penalidade por isso. Isso também não vem ao caso?
A adoção de qualquer chavão geralmente serve para várias finalidades. Ora funciona como resumo de tudo que se quer dizer; ou quando os meios civilizados para protestar não incomodam um grama os que deveriam tomar as providências legais. Depois de algumas absolvições e condenações do novo herói justiceiro, Juiz Sergio Moro, o famoso “isso não vem ao caso” aposentou o velho “relaxa e goza”, muito conhecido para sugerir que o insatisfeito aceitasse a situação quando nada podia fazer para valer os seus direitos. Samarco e Maluf aprovam isso!
Quem atua no meio político e não dominar o jogo de palavras é um sério candidato ao anonimato, pelo menos frente às câmeras ávidas por notícias bombásticas. Transformar qualquer pronunciamento, por mais inofensivo que seja, em algo que ganhe proporções consideráveis faz parte do show. Será que a senadora Ana Amélia quis associar a rede de TV Al-Jazeera ao movimento terrorista Al-Qaeda, quando criticou a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT? Logo ela, avessa à violência, que sugeriu o uso do relho contra a caravana de Lula, na região Sul.
Na realidade, aos poucos, o brasileiro vai entendendo e internalizando os termos destacados nos processos que sacudiram o país nos últimos anos. Imparcialidade, seletividade, corruptos de estimação, teoria do domínio do fato, regime de exceção, não vem ao caso e, no recente caso do Maluf, questão de humanidade. O que essa riqueza de vocabulário traduz em benefício de quem cai nas garras da Justiça, mas não pode pagar os caríssimos advogados? Certamente que a “Lei é para todos” só nos filmes de ficção elaborados para acalmar os nervos.
Somos pródigos em inventar leis replique montre breitling e regras para impedir que a corrupção seja erradicada da vida nacional. Ficha Limpa, Teto Salarial no Funcionalismo Público, Responsabilidade Fiscal, Contribuição de Campanha Eleitoral, Fim da Impunidade... tudo o que deixaria o pais nos trinques. Por que nada disso foi impeditivo para pôr um fim nos males que queremos sepultados? Como cortar os penduricalhos dos fura-teto do Judiciário e do Legislativo? A única solução que os governantes veem é o aumento da carga tributária e o corte de benefícios do trabalhador. Então...


J R Ichihara
21/04/2018

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