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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Quantos resistem a um bombardeio diuturnamente?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Com outros pode, mas comigo é perseguição


Com a cassação do mandato de Dilma e a prisão de Lula, as armas podem apontar para outras vítimas. Quem acompanhou a enxurrada de notícias desfavoráveis aos dois ex-presidentes sabe que poucos resistiriam a tanta exposição negativa, diuturnamente, mantendo a calma diante dos pronunciamentos públicos na mídia. À parte as denúncias que precisavam ser rigorosamente investigadas, independentemente da autoridade do cargo, muitas, de cunho estritamente pessoal, extrapolavam a compostura e o respeito que uma autoridade merece. Mas isso é página virada.
Diz-se que a última arma dos que não têm mais justificativas para se defender de uma condenação é assumir o papel de vítima. Se o julgamento e a condenação foram perfeitamente dentro das regras democráticas permitidas pelas leis do país, isso vem a calhar. Mas será que os recentes episódios se sustentam numa Justiça imparcial? Não apenas alguns especialistas nacionais questionam o que se fez, mas personalidades internacionais já se posicionaram sobre os recursos usados nos julgamentos pela Justiça brasileira. Afinal, qual é o papel do nosso STF?
Desde que o mundo é mundo sabe-se que o tempo é o melhor juiz para julgar as decisões em qualquer situação da vida. Claro que as Leis são elaboradas para regulamentar o comportamento humano em sociedade, impedir abusos das autoridades, defender o patrimônio público e privado, esclarecer o que pode e o que não pode ser feito pelos cidadãos, punir quem desobedece ao que está previsto. Mas há garantia de que tudo o que foi escrito e aprovado está isento de falhas? Lógico que não! Elas foram feitas por pessoas falíveis e imperfeitas. Portanto...
Sem apelar para a paixão político-partidária, mas analisando os fatos e os registros oficiais que chegam ao conhecimento público, quantos ainda têm convicção que o impeachment de Dilma foi legal? Da mesma forma, não caberia um questionamento sobre a condenação de Lula? Se a Lei é para todos... Essa afirmação não é muito frágil se compararmos como trataram os casos semelhantes onde os dois foram condenados? Tirando o ódio impregnado em alguns preconceituosos, assim como a intolerância dos discriminadores, o resultado poderia ser outro.
Há pouco menos de seis meses as Casas Parlamentares aprovavam a Reforma Trabalhista. O argumento era aumentar a segurança jurídica e a oferta de trabalho para a população. Como o tempo mostrou isso? Aumento do desemprego e da miséria nas diversas cidades do país! Para quem melhorou a situação? Se não foi para os empresários, agora à vontade para tratar o empregado como escravo, para quem precisa de um emprego, piorou. Os aumentos sucessivos de combustível, que influencia no preço do transporte em geral, estão aí para todos.
Lula e Dilma foram bombardeados do amanhecer ao anoitecer pela mídia. Foram escritos livros sobre ele tratando-o como ladrão e ignorante. Ela mereceu um coro, em pleno estádio de futebol, sendo mandada “tomar naquele lugar”. Mas isso é o que a classe esclarecida tem de melhor para protestar contra um gestor com o qual discorda por causa das políticas públicas, ou por outras decisões que contrariam os seus interesses. Algum presidente da história recente do país, depois da Ditadura Militar, foi tratado de maneira igual? Pode ser que o tempo vai julgar isso!
As denúncias sobre o presidente Temer não têm a mesma repercussão na mídia se comparadas com os ex-presidentes anteriores – pelo menos é a sensação popular. Haveria algum motivo para isso? Mesmo assim, ele já sentiu o desconforto e perdeu o controle por causa das notícias envolvendo corrupção, na forma de serviços no apartamento da sua filha. Será que ele está sentindo na pele o que é ser perseguido e exposto, inclusive citando familiares, sem tréguas, nos meios de comunicação? Ou será que a pimenta nos olhos dos outros não arde também?


J R Ichihara
30/04/2018

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