Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco | CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 

E-mail:
Senha
       
        Cadastre-se
Esqueci minha senha
Homepage
Pensadores
Lazer e informação
Citações
Textos Fantásticos
Poemando
Provérbios
Estatuto do poeta
Peão diz cada uma!
Bíblicos
Contos e poemas de Natal
Básico de violão
Livrarias
Informática
Artes
Jornais
Revistas
Música
Televisão
Infantil

MUSIPOEMA

MUSIPOEMA
A HISTÓRIA DO ROCK IN ROLL
SER MÃE
AMIGO É...
AMAR É...
 

 

Busca

 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Jornalismo
 
Qualquer que seja a crise... alguém está lucrando
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A pátria Mãe não é gentil com todos!


As péssimas notícias nos telejornais nacionais, principalmente sobre desemprego e subutilização de mão de obra, deixam os trabalhadores brasileiros em polvorosa. O cidadão está pouco ligando se a situação no Oriente Médio, por causa da mudança do Consulado norte-americano, de Tel Aviv para Jerusalém, vai aumentar a violência na região que sempre foi um barril de pólvora prestes a explodir. Esta situação entre eles é milenar e os inúmeros acordos de paz selados nunca aconteceram na prática. Nossos olhos estão voltados para a crise interna.
Os governistas e os aliados da tropa de choque, os únicos otimistas e crédulos que a situação esteja melhorando, continuam apostando na Reforma Previdenciária e nas privatizações como a única saída para o retorno dos investimentos, assim como para o equilíbrio do déficit público. Por que os que administram os recursos só veem essas alternativas? Quais os benefícios da redução da SELIC para 6,50% ao ano, se os preços não param de subir? Por outro lado, os bancos tiveram como lucro o dobro da SELIC? Então... alguma coisa não fecha nessa conta.
Infelizmente, os interesses de grupos do poder são prioridade neste país. Em qualquer lugar que valoriza o capitalismo é assim, mas aqui é muito perverso porque a maioria da população é pobre. Não adianta dizer que nos países desenvolvidos os impostos também são altos porque a contrapartida que a sociedade recebe vale a pena. Além disso, as grandes fortunas e as heranças são taxadas, ou seja, quem tem mais dinheiro paga mais imposto. Por isso somos um dos sistemas tributários mais injustos do mundo – e pelo visto não temos perspectivas de mudanças!
Lê-se muito sobre o empreendedor que saiu do desconhecimento, de origem pobre, que chegou ao topo como líder de uma organização empresarial. Citam-se muitos casos, o que deve servir de incentivo para os jovens sonhadores com o sucesso. Por que alguns rejeitam as críticas pela falta desses exemplos no serviço público? Simplesmente porque o serviço público não prioriza o lucro financeiro, mas o atendimento igualitário a todos. À parte a qualidade no atendimento, comparar os desempenhos entre ambos foge à lógica da gestão empresarial.
Nenhum brasileiro consciente desconhece a voracidade do governo para arrecadar recursos dos contribuintes, mas até nesse quesito a desigualdade é muito percebida. Ao mesmo tempo que perdoa dívidas milionárias de empresas, aperta cada vez mais o laço no pescoço do trabalhador assalariado de renda mediana. Enquanto os altos executivos recebem boladas livres de imposto de renda nas participações de lucro das empresas, os mortais comuns que receberam a fortuna a partir de R$ 22.847,77, em 2018, entraram na mira do Leão. Quanta Justiça fiscal!
Muitos acreditam que a única saída para o problema do país é escolher corretamente os membros do Executivo e do Legislativo. Isso pode até funcionar se o restante da máquina administrativa também cumprir com o seu papel, fiscalizando, investigando, julgando e penalizando os infratores. Sem isso, é chover no molhado. Quantos terão coragem para cortar os penduricalhos, os privilégios de alguns, ao invés de manter os programas sociais de assistência aos mais pobres? Se todos sabem o caminho do futuro... por que nunca marchamos por ele?
Um dos grandes engodos vendidos pelos gestores deste país é que a boa educação para todos é a prioridade número um. O que se vê na prática, ano após ano? Quem não concordar que houve um desmonte proposital do ensino público de qualidade deve ser mal-intencionado. Da mesma forma aconteceu com a rede pública de saúde. E assim estão escrevendo a história da falência do governo como facilitador das oportunidades aos carentes, especialmente dos mais penalizados tributariamente. Os exemplos de sucesso mundo afora são inaplicáveis ao Brasil.


J R Ichihara
19/05/2018

Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: JUWV (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.