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Jornalismo
 
Cidadania & Eleições
Por: YÉ GONÇALVES

É bastante comum ouvirmos as mais diversas pessoas dizerem que exercerão a cidadania através do voto; e, principalmente em meio à juventude, se expressarem que estão adquirindo o direito (ou obrigação) ao exercício da cidadania, devido ao direito (ou dever) de votar nas eleições desta amada pátria Brasil. Digo de passagem: tão amada e, ao mesmo tempo, bastante desprezada.

O que mais me chama atenção nessa questão, pelo que convido o amigo leitor à reflexão, é por qual motivo será que existe essa combinação (ou confusão) entre as expressões “exercício da cidadania” e “voto nas eleições".

Vejamos bem! Comecemos por consultar aos dicionários on line dos tempos hodiernos, da nossa elegante senhora língua portuguesa:

Cidadania: qualidade ou condição de cidadão; condição ou dignidade de quem recebe o título honorífico de cidadão.

Juridicamente, cidadania é a condição da pessoa que, como membro de um Estado (no caso o Brasil), se acha no gozo de direitos que lhe permitem participar da vida política.

Então, é necessário entendermos que "cidadão", de acordo com o referido dicionário, trata-se da pessoa habitante da cidade; o indivíduo que, como membro de um Estado (no caso o Brasil), usufrui de direitos civis e políticos por este garantidos e desempenha os deveres que, nesta condição, lhe são atribuídos.

Logo, é de bom alvitre prestemos a devida atenção aos vocábulos “direitos” e “deveres”, tão harmônicos entre si (pelo menos deveria).

O fato é que o ato de votar nas eleições é apenas um dos procedimentos do exercício da cidadania.

A cidadania, em si, vai muito além dos nossos sextos ou sétimos sentidos; mas, ao mesmo tempo, tão simples e de fácil aplicação no cotidiano.

Sinceramente, o que eu escuto mesmo, na maioria das vezes, é muita gente falando e exigindo direitos e se esquecendo, ou não se atentando, que cidadania se exerce também e, principalmente, com os deveres.

E não podemos nos esquecer de um detalhe: o direito adquirido é consequência do dever cumprido.

Quanto aos deveres, estes devem ser exercitados para uma formação da consciência cidadã, devendo o Estado cumprir as suas obrigações para com o cidadão e este cumprir os seus deveres para com aquele, sendo o beneficiado o próprio cidadão com os frutos de uma sociedade justa com uma melhor qualidade de vida.

Que façamos a nossa parte, começando pelas pequenas ações de treinamento e exercício de cidadania, tais como:

1) não jogar papel no chão, levar os lixos até as lixeiras e conservá-las;

2) andar sempre sorrindo, ajudando o próximo naquilo que puder, porque ninguém é culpado do nosso mau humor;

3) respeitar e cumprir a legislação de trânsito, dirigindo defensivamente, obedecendo a sinalização; parando no sinal vermelho; não parando sobre a faixa de pedestres; dando preferência aos pedestres, dentre outras atitudes de bom senso no trânsito;

4) atravessar uma pessoa debilitada fisicamente de um lado de uma rua para outro;

5) tratar as pessoas com educação, do mesmo jeito que gostamos de ser tratados;

6) honrar pai e mãe, dando-lhes a devida atenção, principalmente quando eles estiverem ou se já estão idosos;

7) os cônjuges tratarem, um ao outro, com o devido respeito, dando bons exemplos aos filhos;

8) prestar serviço voluntário a uma entidade filantrópica ou ser líder ou trabalhador comunitário;

9) denunciar crimes e abusos diversos, tais como agressões ao meio ambiente, contra a mulher, aos menores e idosos, dentre outros;

10) quando dos comentários, fazê-los de forma a propor melhoria para a coletividade como um todo.

Esses foram alguns pequenos exemplos de exercício de cidadania, a título de sugestão, que, se praticados diariamente, poderão fazer parte do comportamento humano de forma natural, sem exigir maiores esforços, porque a questão cidadã estará grafada na consciência de cada um.

A partir de então, todos nós iremos às urnas com a consciência tranquila e bem formada a respeito de nossas responsabilidades para com a democracia verdadeira, sabendo que os nossos representantes têm o mandato conferido por cada um de nós, cidadãos brasileiros.

Que possamos prosseguir no aprendizado da cidadania, diariamente, passo a passo, observando os pequenos detalhes, começando através de nós mesmos, cuidando de nós mesmos, da nossa saúde física e mental, sintonizando tão somente com o bem que devemos fazer, promovendo o nosso mundo a um mundo cada vez melhor, melhorando primeiro a nossa forma de pensar, de falar e de agir.

E assim concluímos que as eleições e o voto são apenas um dos procedimentos do exercício da cidadania; que as mudanças renovadoras estão no resultado da média da soma das mudanças renovadoras de cada cidadão.

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