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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Generosas ofertas de indignações
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Um país extremamente seletivo


Diz-se que depois da tempestade vem a calmaria. A nossa situação atualmente está tão complicada que passamos a ser exceção a esta regra. Mal os caminhoneiros suspenderam a greve que parou o país, as notícias que chegaram ao conhecimento público não dão trégua para a indignação de muitas pessoas. O próprio acordo de baixar o preço do diesel, em R$0,46 por litro na bomba, não foi totalmente cumprido pelos postos de abastecimentos. Segundo divulgações nas redes sociais, mais de 6 mil denúncias sobre o descumprimento chegaram ao governo.
Se o problema no desconto gerou insatisfação, os usuários de ônibus em algumas cidades de Minas Gerais, principalmente na região do Triângulo Mineiro, assustaram-se com a quantidade de unidades incendiadas. Estima-se que cerca de 40 veículos dessa categoria, incluindo os casos ocorridos em mais 15 cidades espalhadas pelo estado, foram destruídos por esses atos de vandalismo. Oficialmente o governo não falou o motivo que gerou mais este inconveniente para a população. Soube-se que a perda de cada ônibus dá um prejuízo de R$400 mil para a empresa.
Alguns falam que os incêndios foram arquitetados e executados pela criminalidade em protesto contra a segurança máxima localizadas neste estado, mas nenhuma autoridade confirmou isso oficialmente. Mas pior que o desconhecimento dos motivos da operação incendiária é a ausência de informação sobre as providências que serão tomadas pela segurança pública. Mesmo sem sentir o problema diretamente qualquer usuário de transporte público sabe quais contratempos a falta deles traz ao dia a dia entre a população. É cruel ter de suportar mais essa.
Mas alguns presos não precisam incendiar unidades do transporte público, que atrapalha a vida de muita gente, para serem liberados. Soube-se por esses dias que o ministro do STF, Gilmar Mendes, mandou soltar vários presos condenados na Operação Câmbio Desligo, um desdobramento da Operação Lava Jato do Rio, totalizando 20 pessoas. Por causa dessas decisões, o ministro passou a ser chamado de “laxante”, aquele que tem o poder de qualquer coisa que esteja preso. Como uma sociedade insatisfeita com a inoperância da Justiça vê isso?
Como tudo que atinge o bolso do cidadão passa a ser prioridade, as manchetes contribuem para aumentar a decepção do trabalhador comum. O valor do salário mínimo, a partir de 2019, proposto pelo governo é de R$ 1.002,00, informou o Ministério do Planejamento, no dia 12/4/18. Mas quando é para cobrar a generosidade é bem diferente. O ministro do STF, Alexandre Moraes, deu um prazo de 15 dias, a partir de 4/6/18, para que 9 transportadoras paguem uma multa de R$ 67,2 milhões por descumprir a ordem para liberar as rodovias durante a greve.
Infelizmente a mão que bate pode acariciar. O exemplo disso foi a aprovação do teto do funcionalismo público do estado de São Paulo, por 67 votos a favor e 4 contra, que passou de R$ 22.388,14 para R$ 30.471,11, na noite do dia 5/6/18, pelos deputados estaduais. Como é uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) não precisa ser sancionada pelo governador. Estima-se que o impacto será de quase R$ 1 bilhão no orçamento do estado, após 4 anos. Será que a Assembleia Legislativa desse estado desconhece a situação de penúria do país? Sem dúvidas.
Haveria alguém portador de um bom senso extraterrestre para entender como os representantes legais da sociedade administram os recursos financeiros no Brasil? Toda empresa pública vive à beira da falência, vários servidores ainda não receberam o 13º salário, escolas e hospitais estão à mingua, a Previdência quebrará se não fizermos a reforma... de onde surge tanto dinheiro para uma farrinha? Por que essa generosidade de boas ofertas nunca chega à base da pirâmide onde se encontram os mais carentes de recursos? Para esses, sobra muita indignação.


J R Ichihara
06/06/2018

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