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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Relações em discussão
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Se até o simples lazer nos imbeciliza...


Em qualquer convivência que existe entre pessoas ou países, a despeito de ser cordial ou conflituosa, cabe a velha máxima de "discutir a relação". Mas isso não significa que a situação desconfortável unilateralmente, ou de parte a parte, seja resolvida e chegue a bom termo. Ampliando da particularidade de um simples casal para a globalização, o resultado pode ser pior que o anterior ao impasse que gerou a procura do entendimento. Isso reforça a filosofia popular que diz "quando um não quer, dois não brigam". Discussão, por si só, é desgastante.
O mundo viu, através da mídia, como os países do G7, os mais poderosos economicamente do planeta, não conseguem se entender em torno do bem comum. O homem mais poderoso da Terra, o presidente dos Estados Unidos, chegou atrasado e saiu antes do encerramento de uma reunião considerada importantíssima. Além disso, acusou o primeiro-ministro do Canadá, país onde o evento se realizou, de fraco e desonesto. O objetivo desta reunião era para discutir as tarifas sobre os produtos negociados entre esses países. Adiantou?
Depois de participar da reunião de cúpula do G7, no Canadá, o presidente Trump seguiu para Singapura, onde foi se encontrar com o líder norte-coreano Kim Jung-un, para tratar de desnuclearização. A mídia mostrou a troca de afagos e a demonstração de respeito mútuo entre os líderes dos países antagônicos. O que não se sabe de concreto é quais termos ficaram acordados entre eles. Afinal, o desentendimento nessa relação tumultuada pode desencadear numa guerra nuclear que poderá devastar com a existência humana. O que mudou no cenário?
Trazendo o assunto para o ambiente doméstico, chegar a um bom entendimento está longe de ser comemorado. A polêmica do momento é sobre a Copa do Mundo que acontecerá na Rússia, com a cerimônia de abertura programada para o dia 14/06/18. Os críticos que sempre acham que o povo é alienado por causa de paixões como o futebol e o carnaval, desejam que o Brasil seja eliminado logo na primeira fase. Isso, segundo eles, despertaria a consciência nacional de que tem coisa mais importante para prestigiar. O que melhorou quando perdemos?
Infelizmente há relações que não têm como discutir. Portanto, o jeito é se conformar com a situação incomoda, às vezes humilhante, remoendo a impotência diante de um lado mais forte e poderoso que nós. O que fazer nessas horas? Esbravejar e esmurrar a parede mais próxima? Será que alguém ligará para os nossos lamentos? Sugerir que o Poder Legislativo baixe uma lei que acabe com o futebol e com o carnaval? Ou será que essas coisas não têm relação alguma com a pouca vergonha que vemos há décadas? Talvez os privilegiados não assistam a Copa!
Uma das grandes discussões entre a população brasileira é sobre a eficiência do serviço público e do privado. Para a maioria tudo deveria ser privado! A justificativa é longa e convincente, não restando qualquer sombra de dúvidas sobre isso. Pois bem. O futebol é uma atividade genuinamente privada, tendo a FIFA como o órgão máximo na gestão. Por que isso é tão prejudicial à consciência da população? Não vale o argumento de que essa atividade dá oportunidade para muitos jovens desviarem da criminalidade? Isso não merece uma discussão?
Sempre haverá quem sabe tudo o que é melhor para os outros. Em quem votar, o que estudar, qual leitura valorizar, qual país admirar... todas as orientações necessárias para quem quer vencer na vida e não ser enganado pelos manipuladores. O questionamento é sobre em quais premissas alguém se baseia para decidir o que é melhor para uma pessoa de origem, crenças e valores totalmente diferentes dos seus. Por isso, a tal discussão do relacionamento é difícil e não pode eleger um lado como o totalmente certo e o outro como o simplesmente errado.


J R Ichihara
13/06/2018

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