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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Muitos vão ter de aturar!
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Da pátria de chuteiras para o país dos alienados


A Copa do Mundo de Futebol começou neste 14/06/18. Para quem gosta de cerimônia pomposa, a abertura da competição ficou aquém da expectativa. Como não poderia faltar, o astro convidado, o britânico Robbie Williams, trocou a letra da música que cantou, além de mostrar o dedo médio para as câmeras que transmitiam o evento ao vivo. Isso alimentou a rede de fofocas e comentários no Facebook, fazendo a alegria dos que gostam desse tipo de comportamento nas celebridades. À parte esses inconvenientes, o pontapé inicial foi dado e agora é para valer.
Quem não gosta de futebol, ou acha que isso é a causa de todos os problemas estruturais que atrasam o desenvolvimento do país, vai ter de procurar outra fonte de informação sobre o que está acontecendo longe dos gramados. A mídia vai focar neste assunto 24 horas por dia! Lava Jato, eleição, pronunciamentos absurdos de candidatos, desvios de verbas, escândalos para todos os gostos... esqueça! Poucos estarão ligando para isso. Mentira ou verdade, mas a vida no Brasil, assim como em outros países no planeta, estará focada nisso. Seria esse o grande mal?
Diz-se que para se obter um bom resultado naquilo que se faz é necessária uma boa dose de paixão, em qualquer que seja a atividade profissional ou amadora. Por que os valores que apaixonam perdidamente muitos brasileiros são considerados inúteis? Provar ao mundo que somos melhores em alguma atividade não serve para elevar a autoestima e o moral? Se a crítica demonstrar que o amante da Seleção Brasileira peca contra o país somente por causa disso... realmente, o torcedor precisa rever o seu papel de cidadão. Mas será que só a bola tem culpa?
Infelizmente a maioria dos críticos da paixão pelo futebol não conseguem manter suas convicções quando se referem aos países desenvolvidos. Admiram o desempenho dos Estados Unidos nas competições olímpicas e nos esportes profissionais, que movimentam cifras estratosféricas no mercado interno. Os americanos são apaixonados por esportes – beisebol, basquete, futebol, vôlei e, agora, o soccer – e nem por isso são considerados alienados. No Velho Mundo acontece o mesmo. Por que somente no Brasil gostar de um esporte é imbecilidade?
Como não conseguem justificar o ódio por algo que contamina e apaixona milhões de pessoas ao redor do mundo, alguns alegam que os jogadores ganham fortunas e estão se lixando para o sofrimento do povo. Qual seria a grande responsabilidade deles com o tratamento que a população recebe dos dirigentes corruptos, arrogantes e blindados pela Justiça brasileira? Os altos salários não saem dos cofres públicos, como os absurdos e inaceitáveis privilégios que sugam o suor do contribuinte. Os astros podem ser espelho para muitos garotos pobres das periferias!
Temos a incrível mania de odiar quem atingiu louboutin pas cher o sucesso por méritos próprios. Geralmente procuramos defeitos, qualquer que seja, na vida pessoal para denegrir a imagem dos que conseguiram levar o Brasil ao topo do pódio. Imaginem se Pelé fosse de outro país! A falecida Maria Esther Bueno, a maior tenista brasileira, era mais admirada e respeitada na Inglaterra que no Brasil. Ouve-se e lê-se tudo de negativo sobre o Neymar, a nossa estrela máxima do futebol na atualidade. Se nem valorizamos o que temos de melhor... Como escolher o que vai dar certo?
O fato é que não temos apenas milhões de técnicos de futebol, mas uma quantidade maior de especialistas em economia, política, administração de negócios, educadores, descobridores de talentos em todas as áreas, enfim, não damos certo porque o povo gosta de futebol e samba. Se isso não é uma visão paupérrima diante de uma questão maior, o comportamento humano precisa ser reestudado. Eleger uma simples preferência de lazer como a grande causa de um complexo sistema que bloqueia o nosso desenvolvimento é achar que o povo é bobo. Melhor conta outra!


J R Ichihara
15/06/2018

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