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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Prende e solta... cai, cai... Isso é Brasil!
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Juiz não é igual em qualquer atividade?


No país do futebol, ou da Pátria de Chuteiras como preferem os eruditos, a correlação desta modalidade de esporte com tudo que acontece é indissolúvel. Senão, vejamos: decisão equivocada, aquela que dá totalmente errada, é uma tremenda bola fora; não sair do lugar, ficar remoendo o assunto, é embolar o meio de campo; abrir mão da autonomia, lutando contra o patrimônio, é fazer um gol contra... e por aí vai. Mas nada está provocando mais polêmica que o cai, cai do astro Neymar, a esperança do hexa da nação. A intolerância de muitos vai às alturas!
Aos que se indignam com a pirotécnica do jogador de futebol nos gramados, principalmente os que encaram seriamente os problemas crônicos do país, a vida fora das quatro linhas não é muito diferente. O que dizer do prende, solta, prende e solta que o STF e demais Instituições da Justiça oferecem à plateia? Por que isso, considerado muito mais grave que as quedas espalhafatosas de um atleta, não incomoda os que odeiam tanto a Copa do Mundo? Se o Brasil não melhora porque o povo gosta de futebol, o que impede a Justiça de atuar corretamente?
Diz-se que o cargo de técnico da Seleção Brasileira sofre mais pressão que o de qualquer gestor público ou privado pela sociedade. Em época de Copa do Mundo isso é elevado à enésima potência. O ocupante não sai da mídia durante as 24 horas do dia. Colegas de profissão, imprensa, especialistas que surgem aos montes, jogadores não convocados, enfim, quem gosta ou detesta desta atividade opina. O futebol deixou de ser uma opção de lazer para se tornar um negócio altamente lucrativo. Por isso os olhos do mundo capitalista se voltam para o evento. Então...
Os atores que trabalham neste espetáculo, a despeito das preferências partidárias, ideologias sociais, poder de aquisição e graduação acadêmica, só têm um objetivo comum: conquistar o título! Mas... os outros problemas devem ser esquecidos? Talvez não, mas o foco no momento é outro. Algum mal irreparável nisso? Se não têm como remover todos os obstáculos do caminho, que impedem a chegada ao objetivo comum, qual é o erro imperdoável em adotar uma solução para um caso específico? Afinal, gol significa alvo, meta – e a vitória só vem com ele!
Quem afirma que o nosso atraso socioeconômico se deve ao gosto popular pelo futebol está sendo simplório no diagnóstico da causa. Para vencer uma competição a equipe não depende apenas de recursos financeiros e intelectuais, muito menos só de vontade pessoal. Somente a honestidade individual de cada elemento significa a certeza do sucesso. Nunca é desprezível lembrar que há concorrentes. Isso envolve planejamento, estratégia, preparo, respeito pelo adversário e até sorte – só torcida não ganha jogo. Por que desvalorizar um trabalho bem feito?
Cultivamos o medo e o respeito pelas autoridades legalmente constituídas. Isso foi reforçado pela Ditadura Militar, onde a obediência sem questionar era a garantia de “liberdade”. Depois de quase 25 anos de retorno à Democracia poucos ousam contestar uma decisão judicial, mesmo que recheada de interpretações equivocadas perante as leis vigentes. O que tem a ver o apaixonado torcedor de futebol com isso? Qual é o meio legal que ele tem para questionar uma canetada da mais alta corte do país? Será que o seu grito na arquibancada vale nesses casos?
Todos sabem do prende e solta que a Justiça brasileira adota quando os envolvidos são figurões influentes. Os responsáveis por essas insatisfações são pessoas que recebem bons salários e ótimos benefícios públicos, mas já mostraram que embolam o meio de campo e fazem muitos gols contra. Não recebem tantas críticas quanto o Neymar, que não recebe salário de origem pública, mas é extremamente criticado. Por que? Será que estamos odiando as pessoas certas? Ou cobrando resultados positivos que não mudam nada? Como vibrar além do futebol?


J R Ichihara
27/06/2018

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